Haddad avalia pesquisa para governo de SP e foca em sua base eleitoral

Fernando Haddad avalia pesquisa AtlasIntel/Estadão para governo de SP, comparando cenários eleitorais e criticando gestão de Tarcísio de Freitas.

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, avaliou como positivo o cenário projetado pela pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada na segunda-feira, 30. “Começar por onde terminei é um bom começo”, disse em referência ao quadro final das eleições de 2022.

No cenário de primeiro turno, Tarcísio tem 49,1%, enquanto Haddad registra 42,6%. O deputado federal Kim Kataguiri aparece com 5%, enquanto o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra soma 1,2%. Votos em branco e nulos são 1,5% e os que não souberam responder, 0,6%.

Em 2022, Tarcísio teve 55,27% dos votos no segundo turno, enquanto Haddad obteve 44,73%. Haddad reconhece o desafio em relação ao eleitorado do interior paulista, lembrando que ganhou em 2022 na região metropolitana de São Paulo. O ex-ministro da Fazenda criticou Tarcísio de Freitas, alegando a falta de vínculo do governador com os municípios do Estado.

Tarcísio rebateu as críticas de Haddad e do presidente Lula sobre a falta de atenção para os municípios de São Paulo. “Quem pensa que vai ter vez no nosso interior, esqueça, porque a gente vai cuidar”, disse Tarcísio. Ele afirmou que São Paulo é um time e que quem não tiver competência não entrará.

Na entrevista, Haddad também criticou o modelo de escola cívico-militar, que estaria “degradando” a escola pública e “desprestigiando” o Ministério da Educação. O petista ainda afirmou que o Comando Vermelho está atuando no interior de São Paulo, o que seria um fato inédito.

Segundo a pesquisa, a criminalidade é o maior problema para os eleitores de São Paulo, citada por 60% dos entrevistados. Tarcísio é melhor avaliado pelos paulistas nesse quesito, com 57% contra 39% de Haddad.

Além de segurança pública, Haddad comentou sobre temas econômicos e fez comparações entre a gestão de Lula e Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o atual governo federal herdou em 2023 um déficit fiscal de 2% do PIB, com ajustes significativos nos anos seguintes. “Bolsonaro fazia ajuste fiscal em cima dos mais pobres, sem reajustar salário mínimo e Imposto de Renda”, disse.

Sobre a percepção da população brasileira em relação aos indicadores econômicos, Haddad mencionou que o nível de desinformação nas redes sociais é “gritante”. Ele comenta com frequência a melhoria nos índices como inflação, PIB e empregabilidade.

Fonte: Estadão

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