PCB: Fotos Históricas Revelam Gráficas do Partido Fechadas pelo Exército

Fotos históricas inéditas revelam gráficas clandestinas do PCB fechadas pelo Exército há 50 anos. Imagens documentam a repressão do regime militar.
gráficas do PCB fechadas pelo Exército — foto ilustrativa gráficas do PCB fechadas pelo Exército — foto ilustrativa

Imagens inéditas do Acervo do Estadão revelam a estrutura das gráficas clandestinas do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que foram desmanteladas pelo Exército há 50 anos. Essas fotografias, guardadas por cinco décadas, documentam a repressão do regime militar contra a imprensa do partido, que defendia a resistência democrática e se distanciava de ações armadas.

As fotografias, tiradas em um imóvel na Casa Verde, zona norte de São Paulo, e em Campo Grande, no Rio de Janeiro, mostram a ação dos órgãos de segurança. Na época, o regime visava silenciar a voz do PCB, um partido que pregava a resistência democrática e negava o caminho da luta armada.

A Apreensão das Gráficas do PCB

Em 31 de janeiro de 1975, a polícia convocou a imprensa para exibir os chamados “aparelhos da subversão”. Dispositivos secretos eram usados para abrir alçapões e paredes falsas que escondiam as máquinas de impressão e o material produzido. A imprensa, mesmo clandestina, era vista como uma arma de guerra pelos militares, numa inversão do famoso aforisma de Clausewitz sobre a política ser a continuação da guerra por outros meios.

Essas operações resultaram nos últimos desaparecidos políticos do regime, todos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro. As imagens históricas retratam a ofensiva contra a estrutura midiática do partido, considerada uma ameaça à ordem estabelecida pelo Governo militar.

Contexto Histórico da Repressão

O fechamento das gráficas do PCB se insere no contexto mais amplo da repressão do regime militar brasileiro, que durou de 1964 a 1985. Durante esse período, o governo utilizou diversas Táticas para coibir a oposição, incluindo censura, perseguição política, prisões arbitrárias e tortura.

A resistência democrática ao regime foi marcada por diferentes estratégias. Enquanto alguns grupos optaram pela Luta armada, o PCB manteve uma linha de atuação voltada para a organização política e a resistência democrática, utilizando a imprensa clandestina como uma de suas principais ferramentas de comunicação e mobilização.

Fonte: Estadão

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade