A GCB Investimentos alcançou a marca de R$ 1 bilhão em emissões de ofertas públicas de tokens de certificados de recebíveis e outras dívidas estruturadas. A empresa utiliza o modelo de financiamento coletivo (crowdfunding), regulamentado pela Resolução CVM 88, para facilitar o Acesso ao mercado de crédito privado para empresas de pequeno e médio porte.
O Crescimento da Tokenização de Dívidas
Criado em 2009 por Gustavo Blasco, o grupo GCB Investimentos, que engloba securitizadora e gestora de ativos, já viabilizou mais de R$ 3 bilhões em crédito e administra R$ 2,5 bilhões em ativos sob custódia. A tokenização consiste na criação de representações digitais em blockchain para ativos financeiros. Este processo assegura registros imutáveis em um “livro-razão”, conferindo segurança e eficiência ao eliminar diversos intermediários presentes nas emissões tradicionais.
Mercado de Crowdfunding em Expansão
O volume de ativos emitidos via crowdfunding no Brasil disparou. Até o fim do primeiro semestre, atingiu R$ 2,22 bilhões, um aumento de 69% em relação ao total do ano anterior, conforme dados da CVM. As projeções apontam para a superação dos R$ 5 bilhões em emissões ainda este ano.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está em processo de consulta pública para revisar a Resolução 88, que normatiza o crowdfunding de investimentos e tem sido o formato adotado para emissão de ativos de dívida tokenizados. Em 2024, mais de 90% das captações por financiamento coletivo foram para este segmento. As propostas do regulador visam aumentar os limites de Receita para emissores e os valores de captação, permitindo que empresas de maior porte também acessem este instrumento.
Novos Limites e Facilidades para Emissores
As propostas de alteração na Resolução 88 incluem novos tetos de captação: R$ 25 milhões para sociedades empresárias e cooperativas, R$ 50 milhões para securitizadoras e R$ 2,5 milhões por safra para produtores rurais. Adicionalmente, a regulamentação busca permitir que plataformas de crowdfunding colaborem com instituições do sistema de distribuição de valores mobiliários e também prevê a recompra de títulos pelos emissores, além de uma nova definição para o conceito de investidor ativo.
A expansão dessas regulamentações sinaliza um futuro promissor para a tokenização de ativos no mercado financeiro brasileiro, ampliando o Acesso a capital e fomentando o crescimento de empresas de diversos portes.
Fonte: Estadão