O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem buscado pacificar aliados em meio a desentendimentos entre grupos ligados ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro e ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O objetivo é unir as diferentes alas do bolsonarismo em torno de sua pré-candidatura à Presidência da República.
Crise interna no bolsonarismo
Nos últimos dias, aliados de Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira têm trocado críticas e alfinetadas, intensificando um clima de desconfiança que já se arrasta há meses. A falta de alinhamento entre essas facções pode comprometer a candidatura de Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
Declarações polêmicas e reações
Um dos pivôs da recente crise foi a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que contrariou a transferência de domicílio de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina. A declaração de Campagnolo de ser a “única mulher de direita” na Assembleia Legislativa estadual gerou incômodo, especialmente por haver outras parlamentares de destaque no estado.
O comunicador Kim Paim criticou a declaração de Campagnolo, o que levou a uma resposta de um perfil de paródia que atacou Kim Paim. Nikolas Ferreira chegou a compartilhar o tuíte de ataque, embora tenha desfeito o ato posteriormente. Kim Paim, por sua vez, publicou um vídeo criticando a manipulação de trechos da fala de Campagnolo e mirando em Nikolas Ferreira.
Eduardo Bolsonaro reage a Nikolas Ferreira
Eduardo Bolsonaro se incomodou com o compartilhamento de um tuíte por Nikolas Ferreira que criticava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eduardo interpretou a ação como um gesto de deboche e desrespeito, acusando Nikolas de usar seu alcance digital para se impulsionar politicamente e dar voz a críticas contra sua família.
Em resposta, Nikolas Ferreira reagiu com um “kkk”, interpretado por Eduardo como ironia. Eduardo Bolsonaro publicou um longo texto sobre o comportamento de Nikolas, afirmando que “não há limites para seu desrespeito comigo e minha família”.
Apelo por racionalidade e união
Diante da escalada das tensões, Flávio Bolsonaro interveio para apaziguar os ânimos. Ele pediu “racionalidade” aos aliados, destacando que é angustiante ver lideranças do mesmo lado se digladiando enquanto o país precisa ser resgatado. O senador enfatizou que o verdadeiro inimigo está do outro lado e que esse tipo de conflito não gera vencedores, apenas perdedores.
Flávio Bolsonaro pediu que os aliados foquem no objetivo principal, as eleições de outubro, e que perdoem uns aos outros. Ele ressaltou que cada um tem seus motivos e mágoas, mas que é preciso superar essas questões para seguir em frente.