O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, defendeu neste sábado (16) o fim das sanções impostas pela União Europeia (UE) sobre as importações russas de petróleo e gás. Em comunicado divulgado após conversa com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, Fico argumentou que a UE deveria restaurar os fluxos do oleoduto Druzhba e encerrar a guerra na Ucrânia para enfrentar a crise energética.
Fico ressaltou a necessidade de a UE retomar o diálogo com a Rússia, garantindo que os Estados-membros possam obter suprimentos de gás e petróleo de todas as fontes. Hungria e Eslováquia se destacam na UE por manterem relações com Moscou, diferentemente da maioria dos países europeus.
A Europa Central tem buscado mitigar o impacto dos altos preços dos combustíveis. A UE reduziu drasticamente suas importações de petróleo russo desde a invasão da Ucrânia em 2022, chegando a importar apenas 1% no último trimestre de 2025. Hungria e Eslováquia eram os únicos países da UE que ainda importavam petróleo russo em janeiro de 2025, quando um ataque de drones russos interrompeu o fornecimento pelo oleoduto Druzhba.
Budapeste e Bratislava acusaram a Ucrânia de atrasar os reparos do oleoduto, gerando uma disputa política que levou a Hungria a bloquear um empréstimo da UE para Kiev. A Ucrânia, por sua vez, afirma estar realizando os consertos o mais rápido possível.
Em paralelo, cinco países da UE propuseram um imposto sobre os lucros inesperados de empresas de energia, em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis. A Comissão Europeia estuda medidas de crise energética, como a redução de tarifas de rede e impostos sobre eletricidade, semelhantes às adotadas em 2022.
Fonte: Infomoney