O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) que tropas americanas resgataram o segundo tripulante de um caça abatido no Irã na sexta-feira (3). Segundo Trump, a operação de busca e resgate foi uma das mais ousadas da história militar do país.
De acordo com relatos de autoridades americanas, o militar resgatado estava em território inimigo e sendo perseguido por forças locais. A operação envolveu um grande aparato militar, incluindo aeronaves equipadas com armamento pesado. O piloto sofreu ferimentos, mas está seguro e em recuperação.
A versão iraniana difere significativamente. Um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que o Irã destruiu dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk dos EUA que teriam ficado presos em uma pista de pouso após a missão de resgate. Teerã classificou a operação americana como um “fracasso”.
Guerra de versões sobre a operação
Detalhes sobre o ocorrido permanecem pouco claros, alimentando uma guerra de versões entre os dois países. Trump afirmou que o coronel resgatado estava “gravemente ferido”, mas que não houve baixas americanas na operação de resgate, que teria envolvido centenas de soldados de forças especiais.
Autoridades americanas anônimas informaram que o Pentágono bombardeou as quatro aeronaves que ficaram presas na pista para evitar que fossem tomadas pela República Islâmica. O Irã, por sua vez, declarou ter destruído as aeronaves e também alegou ter abatido um drone israelense Hermes-900 e um drone americano MQ-9 na região, informações não confirmadas pelas forças americanas.
Tensões e ameaças escalam
O incidente ocorre em meio a intensas tensões entre os EUA e o Irã. Trump havia ameaçado bombardear o país e pressionar Teerã a encerrar a guerra nos termos americanos. O presidente americano também instou a abertura do estreito de Hormuz, com ameaças de ataques à infraestrutura civil e energética do Irã caso o estreito permanecesse fechado.
Em resposta, um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que Teerã responderá com reciprocidade a ataques à sua infraestrutura. Trump, no entanto, expressou acreditar que um acordo com o Irã é possível, estendendo prazos para negociações.
Contexto do incidente
O Irã afirmou na sexta-feira (3) ter atingido o caça dos EUA com dois tripulantes, e o governo americano não contestou que a causa da queda tenha sido a artilharia iraniana. O modelo da aeronave abatida foi identificado como F-15E, que transporta dois tripulantes. Este é o primeiro incidente desde 2003 em que um avião de combate dos EUA é abatido em solo inimigo.