O conflito no Oriente Médio atingiu seu 34º dia, com repercussões do pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e movimentações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.


Trump indicou que o estreito será reaberto naturalmente após o fim do conflito, sugerindo que Ormuz pode ficar fora das negociações de paz. Analistas interpretam essa fala como uma disposição americana em não forçar a reabertura pela via militar.
Em paralelo, o Reino Unido reuniu mais de 40 países para discutir estratégias de reabertura da passagem. O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou que forçar a abertura do Estreito de Ormuz não é realista.
A Rússia declarou que o estreito permanece aberto para o país, que tem apoiado o Irã. Irã e Omã também trabalham em um protocolo conjunto para monitorar o tráfego marítimo em Ormuz.
Ataques e Respostas
Donald Trump divulgou um vídeo mostrando a destruição de uma ponte no Irã, atribuindo o ataque a operações americanas. Em resposta, o Irã listou pontes importantes no Oriente Médio que podem ser alvos de retaliação contra EUA e Israel, localizadas em países como Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã também reivindicou ataques com mísseis e drones contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Golfo, incluindo setores siderúrgicos e de alumínio em países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
Posicionamentos Oficiais
Apesar das conversas sobre negociações, o Irã mantém uma postura de prontidão. O chefe do Exército iraniano instruiu comandantes a se prepararem para qualquer ataque. O presidente do Parlamento afirmou que 7 milhões de iranianos estão prontos para enfrentar uma possível invasão terrestre dos EUA.
Perspectiva de Fim do Conflito
O Líbano, alvo de ataques israelenses, não vislumbra um fim próximo para o conflito. O primeiro-ministro libanês declarou que não há um fim à vista para a guerra, que já causou o deslocamento de 1 milhão de pessoas. O ministro da Defesa israelense alertou o Hezbollah sobre um alto preço pela escalada de ataques.
Fonte: Infomoney