EUA x China: Xi Jinping negocia com Trump e sai mais forte

Xi Jinping e Trump se reúnem: China obtém concessões em tarifas e tecnologia, enquanto Trump reivindica vitória. Entenda o impacto.
EUA x China — foto ilustrativa EUA x China — foto ilustrativa

A recente reunião entre o presidente chinês Xi Jinping e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, na Malásia, evidenciou a habilidade chinesa em consolidar sua posição e obter concessões significativas de Washington. Ao final do encontro, Xi Jinping demonstrou a Confiança de um líder de uma potência global, capaz de influenciar os termos de acordos internacionais.

Concessões Chinesas e Vantagens Estratégicas

A China, através de seu controle sobre terras raras e seu poder de compra de soja americana, garantiu benefícios importantes. Entre eles, a redução de tarifas impostas pelos EUA, a Suspensão de taxas portuárias sobre navios chineses e o adiamento de controles de exportação que visavam restringir o acesso chinês à tecnologia americana. Ambas as partes também concordaram em estender uma trégua nas tarifas, inicialmente estabelecida no início do ano. Julian Gewirtz, ex-alto funcionário da política chinesa na Casa Branca, comentou que a China tem se mostrado cada vez mais ousada em exercer sua influência e em obter concessões dos EUA.

A Mensagem de Xi Jinping a Trump

Xi Jinping transmitiu a Donald Trump que as recentes oscilações na guerra comercial deveriam servir como lição para ambos os lados. Segundo um resumo do Governo chinês, Xi enfatizou a importância de focar nos benefícios de longo prazo da cooperação, em vez de cair em um ciclo de retaliações mútuas. A China havia intensificado suas medidas anteriormente, anunciando novas restrições à venda de terras raras, um mineral crucial para a tecnologia moderna, demonstrando sua capacidade de resposta e o potencial impacto sobre a indústria americana.

“Se Trump tivesse forçado a China a implementar seus controles completos de exportação de terras raras, teria sido uma situação de perda para ambos os lados”, afirmou Zhu Feng, professor de relações internacionais da Universidade de Nanjing. A China, ao responder aos golpes comerciais dos EUA, buscou fazer com que os Estados Unidos repensassem a imposição de novas medidas.

Trump Busca Vitória para sua Base

Ao mesmo tempo, Xi Jinping pareceu compreender a necessidade de Trump de apresentar um acordo como uma Vitória para sua base eleitoral. O resultado da reunião permitiu que Trump anunciasse avanços para agricultores e empresas americanas. Ele destacou no Truth Social o compromisso de Xi em frear o fluxo de produtos químicos usados na fabricação de fentanil para os EUA e o aumento nas compras de soja americana, agradecendo ao presidente Xi por essas ações.

O Ministério do Comércio da China informou a suspensão por um ano das restrições às terras raras anunciadas em outubro. Trump também declarou a redução pela metade das tarifas de 20% sobre produtos chineses, diminuindo as tarifas gerais de 57% para aproximadamente 47%. O ministério chinês confirmou a extensão da trégua para limitar tarifas adicionais.

Críticas à Estratégia Americana

Alguns especialistas criticam a abordagem dos Estados Unidos, descrevendo-a como tática sem estratégia clara. Jonathan Czin, pesquisador da Brookings Institution, avalia que a China conseguiu orquestrar um jogo de “bate-bola” para o governo Trump, em vez de resolver questões comerciais de longa data. Apesar disso, a China não mencionou Taiwan nas declarações oficiais sobre a reunião, um ponto sensível nas relações bilaterais.

Os acordos firmados representam uma trégua temporária nas tensas relações entre EUA e China. Trump mencionou que ambos os líderes discutiram a possibilidade de trabalhar juntos para acabar com a guerra na Ucrânia. Ele também sinalizou viagens futuras entre os dois países.

Diplomacia Personalizada e Instabilidade Controlada

Lizzi C. Lee, especialista em economia chinesa, destaca o estilo de diplomacia personalizada que agrada a ambos os líderes, definindo um tom de estabilidade controlada no momento. No entanto, qualquer progresso pode ser facilmente desfeito por ações futuras de qualquer um dos lados. A incerteza sobre a duração dessa distensão permanece, com a possibilidade de acusações de má-fé e reversão dos acordos.

A retomada dos testes com armas nucleares pelos EUA, anunciada por Trump pouco antes da reunião, gerou especulações, embora ele tenha sugerido que a medida não era direcionada à China. Especialistas apontam que o foco de Trump em trabalhar com a China será crucial para a implementação de quaisquer acordos.

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Fonte: Estadão

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