O mercado financeiro apresenta oportunidades mesmo em cenários de instabilidade. A casa de análise Empiricus, em sua carteira Renda Extra de abril, sugere o ETF AREA11, negociado na B3, como um ativo que pode transformar a alta da inflação em fonte de renda.






O AREA11, oferecido pelo BTG Pactual, replica o índice Teva ITBR-IPCA Rendimento, composto por títulos do Tesouro IPCA+. A proposta do fundo é investir em ativos que acompanham a inflação e repassar os cupons diretamente ao investidor, funcionando como um gerador de renda periódico.
O ETF opera de forma automática, seguindo o índice de referência sem gestão ativa. Além disso, por ser um ETF, não está sujeito ao come-cotas nem ao IOF, o que simplifica a estrutura e pode otimizar a tributação.
A escolha do ETF se alinha às preocupações globais com a aceleração dos preços, impulsionada por fatores como o conflito no Oriente Médio e o encarecimento do petróleo. Esse cenário eleva o risco inflacionário e impacta as cadeias produtivas.
Em um ambiente de inflação crescente, ativos atrelados ao índice de preços oferecem proteção ao poder de compra. A tese por trás do Tesouro IPCA+, que fundamenta o AREA11, ganha relevância com a possibilidade de preservação do capital e a geração de renda recorrente.
A recente alta do petróleo reavivou o risco inflacionário, levando a revisões para cima nas projeções de IPCA e da taxa Selic. Nesse contexto, o componente de ganho via marcação a mercado perde destaque, enquanto a proteção contra a inflação se fortalece.
A Empiricus também indica outros ativos de renda fixa em sua carteira. O LLFT11, ETF de renda fixa do BTG Pactual, busca replicar o Tesouro Selic com LFTs de prazos mais longos. Para a curva de juros prefixada, a recomendação é o LTNB11, que acompanha o índice IRF-M P2.
O fundo BTG Dívida Infra (BDIF11) é outra opção, focado em debêntures de infraestrutura com taxas atrativas. O ETF Kinea Infra (KDIF11) também compõe a carteira, com foco em ativos de infraestrutura atrelados ao IPCA.
Fonte: Moneytimes