O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, defendeu neste sábado (4) o fim das sanções impostas pela União Europeia (UE) às importações russas de petróleo e gás. Segundo Fico, a UE deveria também tomar medidas para restaurar os fluxos do oleoduto Druzhba e encerrar a guerra na Ucrânia como forma de enfrentar a crise energética decorrente do conflito.
Em comunicado após conversa com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, Fico afirmou que a UE precisa renovar o diálogo com a Rússia e garantir condições para que os Estados membros possam obter suprimentos de gás e petróleo de todas as fontes, incluindo a Rússia. Hungria e Eslováquia são exceções entre os países da UE por manterem relações com Moscou.
A declaração surge em um contexto de alta nos preços do petróleo desde o fim de fevereiro, impulsionada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que afetaram remessas do Golfo Pérsico. A Agência Internacional de Energia classificou a interrupção no fornecimento como a maior da história.
As nações da Europa Central têm buscado mitigar o impacto dos altos preços dos combustíveis para cidadãos e empresas. A UE reduziu significativamente suas importações de petróleo russo desde a invasão da Ucrânia em 2022, importando apenas 1% do combustível no último trimestre de 2025.
Hungria e Eslováquia eram os únicos países da UE que ainda importavam petróleo russo em 27 de janeiro, quando um ataque de drones russos atingiu equipamentos de oleodutos na Ucrânia, interrompendo os embarques. Budapeste e Bratislava acusaram a Ucrânia de atrasar reparos no oleoduto Druzhba, o que gerou uma disputa política e levou a Hungria a bloquear um empréstimo da UE para Kiev. A Ucrânia, por sua vez, afirma estar realizando os reparos o mais rápido possível.
Fico ressaltou que lidar com a crise energética apenas em nível nacional não é suficiente. Enquanto isso, cinco outros países da UE pediram um imposto sobre os lucros inesperados das empresas de energia, em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis, conforme carta enviada à Comissão da UE.
Fonte: Infomoney