Eduardo Bolsonaro: pré-candidatura presidencial mesmo com derrota em 2026

Eduardo Bolsonaro declara pré-candidatura à Presidência em 2026, mesmo sem garantias de vitória, e critica Tarcísio de Freitas.
Eduardo Bolsonaro em entrevista declarando intenções políticas para 2026. Eduardo Bolsonaro em entrevista declarando intenções políticas para 2026.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reiterou sua pré-candidatura à Presidência em 2026, afirmando que pretende disputar mesmo que seja para perder. Ele intensificou as críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarando que o governador “não serve” para o cargo presidencial, pois representaria o mercado financeiro em vez do grupo político bolsonarista.

Em Entrevista ao canal “Market Makers” no YouTube, Eduardo Bolsonaro expressou que, na ausência de Jair Bolsonaro como candidato, ele gostaria de ser o escolhido. O ex-presidente encontra-se inelegível até 2030 devido a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma condenação de 27 anos e três meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo Bolsonaro vê “vitória na derrota” para o conservadorismo

“Quem vai ser o candidato eu não sei. Mas eu também vejo Vitória na derrota”, declarou Eduardo Bolsonaro. Ele argumentou que uma candidatura competitiva, mesmo que resultasse em derrota, poderia “manter acesa a chama do conservadorismo” e o eleitorado de direita. “Ainda que, de maneira arriscada, apostássemos e eu viesse a perder, nós conseguiríamos ter um êxito de manter acesa a chama do conservadorismo, o eleitor de direita”, afirmou.

O deputado defendeu a polarização da disputa contra a esquerda, ressaltando o potencial de sua candidatura para disseminar uma visão alternativa à do PT pelo país. “Se eu apresento um projeto de país concorrendo em 2026, faço um estardalhaço. Eu vou levar aos quatro cantos do país uma visão diferente da do PT”, disse.

Eduardo Bolsonaro em entrevista declarando intenções políticas para 2026
Eduardo Bolsonaro em entrevista declarando intenções políticas para 2026.

Críticas a Tarcísio e ao “establishment”

Eduardo Bolsonaro criticou o que chamou de “projeto do establishment” que visa “enterrar Bolsonaro e o bolsonarismo para colocar adiante um candidato que seja pintado de direita”. Ele mencionou articulações de lideranças do Centrão, como o presidente do PP, Ciro Nogueira, para lançar um candidato de centro-direita fora da família Bolsonaro, citando Tarcísio de Freitas.

“Existem pessoas que não querem o Jair Bolsonaro, mas querem um candidato que minimamente se identifique com a direita. Então passaram a apresentar o Tarcísio de Freitas como sendo esse candidato. No entanto, tenho algumas diferenças com o governador Tarcísio, diferenças de visão política”, afirmou Eduardo. Ele detalhou que, na sua visão, Tarcísio não busca o apoio dos políticos de direita, mas sim do centro e, por vezes, da esquerda, o que o distancia do eleitorado conservador.

“Tarcísio sendo eleito é vitória da direita? Não. É visto com bons olhos pela Faria Lima porque ele é conectado à Faria Lima”, disse, referindo-se ao centro financeiro de São Paulo. O deputado argumentou que o bolsonarismo precisa de um candidato com projeto próprio e descartou Tarcísio: “Tarcísio, com todo respeito, não me serve”, sentenciou, defendendo um candidato que “bata de frente com o establishment”. Apesar disso, o governador Tarcísio de Freitas tem afirmado que não pretende concorrer à Presidência em 2026.

Carlos Bolsonaro e a unidade da direita

Eduardo também defendeu seu irmão, Carlos Bolsonaro (PL), vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, criticando a deputada estadual Ana Campagnolo pela resistência à candidatura de Carlos no estado. “Não compete a ela dizer quem ou não vai ser indicado em Santa Catarina se é determinação maior de Bolsonaro”, declarou.

O deputado expressou tristeza com a exposição pública do desentendimento e indicou que Carlos seguirá as determinações de Jair Bolsonaro, possivelmente disputando uma vaga ao Senado em conjunto com a deputada Carol de Toni (PL-SC).

Reclamando das desavenças públicas da direita, Eduardo sugeriu que o campo político deveria aprender com a esquerda em relação à unidade. “Poderia, nesse aspecto, ao menos ser como nossos inimigos, que tratam as coisas de maneira interna”, comentou.

Coação e Ministro Alexandre de Moraes

Ao abordar a denúncia por coação no curso do processo pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro voltou a direcionar Críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que será o relator do caso na Corte. A Primeira Turma do STF analisará, entre 14 e 25 de novembro, se aceita a denúncia contra Eduardo, que o tornaria réu. Ele é acusado de tentar intimidar o STF para arquivar a ação em que Jair Bolsonaro foi condenado.

Fonte: Valor Econômico

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