Donos de Gigante Farmacêutica Criam Cidade Tecnológica no Paraná

Luiz e Carmen Donaduzzi, donos da gigante farmacêutica Prati-Donaduzzi, investem fortuna na criação do Biopark, uma cidade tecnológica e educacional no Paraná.
cidade tecnológica e educacional no Paraná — foto ilustrativa cidade tecnológica e educacional no Paraná — foto ilustrativa

Luiz Donaduzzi, filho de Aldemar, um imigrante europeu que priorizou a educação como meio de ascensão social, trilhou um caminho de sucesso no setor farmacêutico. A história de Luiz e sua esposa, Carmen, é marcada pela superação e pela decisão de retribuir à sociedade parte da fortuna acumulada.

Formado em farmácia e bioquímica, Luiz Donaduzzi é o fundador da Prati-Donaduzzi, que se tornou a maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil, com um Valor de mercado estimado em R$ 8 bilhões. A visão do casal Donaduzzi é de que seria “escandaloso ter todo esse dinheiro e deixar tudo para os filhos”, optando por investir em iniciativas sociais.

A trajetória empreendedora do casal começou de forma modesta, vendendo chás a granel e, posteriormente, produzindo medicamentos como a pasta d’água manualmente. Com incentivos do Governo do Paraná, estabeleceram a Prati-Donaduzzi em Toledo, começando com produção artesanal e máquinas usadas.

Atualmente, a Prati-Donaduzzi possui capacidade para produzir 17 bilhões de doses anuais e emprega mais de 5 mil profissionais. A empresa projetou um faturamento de R$ 2,4 bilhões em 2024, com a meta de atingir R$ 4 bilhões até 2027.

Em 2016, Luiz Donaduzzi passou a integrar o conselho de administração, após a profissionalização da gestão com a chegada de Eder Fernando Maffissoni. Com mais tempo disponível, o empresário focou em projetos com impacto social.

Biopark: Uma Cidade Tecnológica e Educacional

O principal projeto atual do casal é o Biopark, uma cidade tecnológica e educacional de 5 milhões de metros quadrados, localizada a 10 quilômetros de Toledo. Para impulsionar o projeto, foi criada uma associação para investir em ensino, empreendedorismo e inovação, inspirada em modelos como o de Sophia Antipolis, na França.

O Biopark tem o potencial de abrigar 75 mil pessoas no futuro e já recebeu um investimento de R$ 402 milhões, com previsão de mais R$ 400 milhões. O projeto inclui residências, um hospital comunitário doado à UFPR e faculdades.

O foco é oferecer uma educação de qualidade desde a infância. Carmen Donaduzzi critica o modelo de ensino tradicional, comparando-o a “casernas e prisões”, e busca trazer Crianças com dificuldades para um ambiente que promova alto desempenho.

Educação Transformadora e Inovação

O Biopark estimula a participação em uma incubadora infantil de invenções, onde jovens criam desde foguetes a soluções para a produção agrícola. Luiz Donaduzzi acredita que a mudança virá de “outsiders” e que a Inteligência Artificial transformará o cenário educacional.

O projeto conta com campi da UTFPR e da UFPR, além do Clube de Ciências, voltado para jovens de 8 a 17 anos. Foi construído um colégio, com previsão de creche futura, e a faculdade Biopark Educação oferece cursos em áreas como ciência de dados, engenharia de software e inteligência artificial.

O objetivo é transformar a faculdade em universidade em sete ou oito anos, expandindo o portfólio de cursos. Os filhos do casal, Victor e Sara Donaduzzi, estão envolvidos no Biopark, perpetuando o mantra de levar educação e conhecimento para um número crescente de crianças.

Fonte: Estadão

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