Crédito privado dos EUA: Roubini descarta crise e recessão

Nouriel Roubini, o ‘Dr. Catástrofe’, descarta crise financeira ou recessão nos EUA devido a problemas no crédito privado, citando diferenças com 2008.

O economista Nouriel Roubini, professor emérito da Universidade de Nova York e CEO da consultoria Roubini Macro Associates, afirmou que os problemas no crédito privado dos Estados Unidos são “idiossincráticos, e não sistêmicos”, e não têm potencial de causar crise financeira ou recessão.

Roubini, apelidado de “Dr. Catástrofe” por prever a crise financeira global de 2008, acredita que a situação atual é diferente. Ele destacou que a dimensão da bolha imobiliária subprime em 2008 foi muito maior e afetou milhões de famílias.

O economista explicou que problemas de balanço com endividamento elevado não causam crise, a menos que haja um choque na receita. Ele comparou com o início da década passada, quando havia preocupação com o excesso de imóveis comerciais nos EUA, mas o crescimento econômico contínuo evitou a crise.

Roubini ressaltou que, enquanto as famílias tiverem renda e a maioria das empresas gerar receita e lucro, uma recessão grave só ocorre com um choque no balanço ou na receita. Ele também comentou sobre o temor de uma recuperação em forma de K nos EUA, onde os mais ricos gastam mais, enquanto os mais pobres enfrentam taxas de juros mais altas.

Sobre o mercado de trabalho, Roubini observou que, embora pareça mais fraco, o último relatório de emprego foi positivo. A redução no crescimento do emprego, segundo ele, não é por falta de demanda, mas sim por restrição na oferta de trabalhadores, devido ao envelhecimento da população e à política de imigração.

Em relação à inteligência artificial (IA), Roubini afirmou que ela pode impulsionar o crescimento, reduzir a inflação e beneficiar os mercados. Ele destacou que Estados Unidos e China lideram essa corrida tecnológica, mas que aliados dos EUA como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Índia também são importantes.

Roubini previu que a inovação tecnológica pode elevar o crescimento potencial dos EUA para 4% e, a longo prazo, para 6% ou até 10% com a superinteligência. Ele ponderou que, com alto crescimento e automação, pode ser necessária uma renda básica universal para distribuir a riqueza gerada.

Fonte: Globo

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