O crédito ao consumidor nos Estados Unidos apresentou um aumento em setembro, com destaque para o maior avanço na tomada de empréstimos não rotativos do ano.
Dados do Federal Reserve revelaram que o crédito total pendente avançou US$ 13,1 bilhões, após um ganho revisado para cima de US$ 3,1 bilhões em agosto. As projeções econômicas indicavam uma alta de US$ 10,2 bilhões.
Avanço na Dívida Não Rotativa
A maior parte desse crescimento foi atribuída à dívida não rotativa, que inclui empréstimos para automóveis e empréstimos estudantis. Esse componente registrou um aumento de US$ 24,2 bilhões, compensando uma ligeira queda de US$ 11,1 bilhões em crédito rotativo, como o uso de cartões de crédito.
Contexto Econômico e Impacto
O aumento no crédito ao consumidor reflete um cenário de demanda persistente, apesar das taxas de juros mais altas. Economistas monitoram esses dados como um indicador da saúde financeira das famílias americanas e sua capacidade de consumo, um pilar fundamental para a economia dos Estados Unidos.
O Federal Reserve tem mantido uma postura de política monetária restritiva para combater a inflação, o que impacta diretamente o custo do crédito. A resiliência do consumo, mesmo com endividamento crescente, sugere que os consumidores americanos estão encontrando maneiras de manter seus gastos, seja por meio de empréstimos ou pela utilização de economias acumuladas.
Análise e Próximos Passos
Analistas apontam que o crescimento contínuo da dívida, especialmente a não rotativa, pode indicar uma maior dependência de financiamentos de longo prazo. Acompanhar a evolução do crédito rotativo será crucial para avaliar o estresse financeiro das famílias, especialmente aquelas que dependem de cartões de crédito para despesas correntes.
O desempenho do Mercado de trabalho e a trajetória da inflação continuarão a influenciar a capacidade de pagamento e a disposição dos consumidores em assumir novas dívidas. A próxima divulgação de dados pelo Federal Reserve fornecerá mais clareza sobre a sustentabilidade desse padrão de consumo.
Fonte: Bloomberg