A variante BA.3.2 do coronavírus, identificada pela primeira vez em novembro de 2024, está presente em pelo menos 23 países, segundo relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A Rede Global de Vírus monitora a sublinhagem, mas não há evidências de que ela esteja associada ao aumento da gravidade da doença, reforçando a importância da vigilância constante.
A BA.3.2 descende da Ômicron e apresenta um número elevado de mutações em comparação com cepas anteriores. Essa característica permite que a variante escape com mais facilidade da imunidade prévia, seja por vacinação ou infecção anterior, o que pode levar a um maior potencial de hospitalizações, especialmente entre grupos de risco como idosos e imunossuprimidos.
Diferenças e riscos da BA.3.2
Rita Medeiros, médica infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que a principal diferença da BA.3.2 reside em suas mutações mais significativas. Essa cepa enfrenta menor resistência da imunidade prévia, facilitando sua disseminação. Apesar disso, não há indícios de que a BA.3.2 seja mais agressiva que variantes anteriores.
Vacinação e cuidados contra a Covid-19
A atualização da composição das vacinas para acompanhar as variantes em circulação é essencial, seguindo um modelo semelhante ao da vacina da gripe. A população não deve abrir mão da vacinação, pois os imunizantes, mesmo com eficácia reduzida contra novas cepas, ainda oferecem proteção relevante, principalmente contra formas graves da doença.
Reforços vacinais são necessários para proteger contra novas variantes. A recomendação geral é de uma dose anual, enquanto pessoas acima de 65 anos devem se vacinar a cada seis meses, devido à queda mais rápida da imunidade nesse grupo.
O Ministério da Saúde garante o envio regular de vacinas e insumos aos estados. A distribuição é coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), que prioriza grupos específicos para os reforços. A logística envolve Secretarias Estaduais e municipais de Saúde.
Além da imunização, cuidados como higiene das mãos e evitar ambientes lotados reduzem o risco de contrair a doença. Em caso de sintomas, o ideal é o isolamento para evitar a transmissão a pessoas vulneráveis.

Fonte: Infomoney