A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou a avaliação preliminar da base de ativos regulatórios (RAB) que será utilizada no cálculo da tarifa da Copel (CPLE3) na revisão periódica de junho. A RAB preliminar foi anunciada em R$ 19,3 bilhões, 4,3% acima da estimativa do Bradesco BBI, de R$ 18,5 bilhões, número também próximo ao consenso de mercado.
Os detalhes do cálculo da RAB ainda não foram divulgados, mas o Bradesco BBI avalia que os fatores por trás do número acima do esperado podem incluir a aceleração da entrada em operação de investimentos (capex) antes da data de corte da revisão. Projetos em construção não entram na RAB, que considera seis meses antes do processo. Outro fator pode ser ganhos de eficiência no custo de alguns investimentos em relação à base de preços da reguladora, com custos efetivos menores que os parâmetros regulatórios.
O que você precisa saber
- RAB preliminar da Copel anunciada em R$ 19,3 bilhões, 4,3% acima da estimativa do Bradesco BBI.
- Valor presente líquido (VPL) adicional estimado em R$ 820 milhões, ou R$ 0,28 por ação.
- BofA reitera recomendação de compra para a Copel com preço-alvo de R$ 21.
Revisão tarifária como catalisador
A revisão tarifária da distribuição da Copel em junho de 2026 é vista como um catalisador importante para consolidar o crescimento de lucros e da RAB no segmento de distribuição. O processo também visa reduzir o risco regulatório percebido.
Nesse contexto, a RAB preliminar de R$ 19,3 bilhões representa uma surpresa positiva relevante, cerca de 5% acima do topo do guidance. O resultado reforça a leitura de um ambiente regulatório mais favorável e inclina os riscos para o lado positivo antes da decisão final.
Análise do mercado e recomendações
O BofA vê o dado como claramente positivo, já que a RAB proposta foi de R$ 19,3 bilhões, cerca de 5% acima da estimativa do banco (R$ 18,4 bilhões), implicando alta de aproximadamente 2% no valor presente líquido (VPL) em relação ao cenário-base. Segundo o banco, a revisão reforça a redução de riscos, ao indicar uma postura regulatória mais construtiva.
O BofA reiterou recomendação de compra para a Copel, com preço-alvo de R$ 21 e taxa interna de retorno estimada em 12,5%. As projeções refletem um forte crescimento de resultados, com CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de cerca de 20% em três anos, dividend yield atrativo de 11% e retorno esperado de dois dígitos.
O Bradesco BBI também manteve recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Copel, com preço-alvo de R$ 18 por ação para o fim de 2026. As estimativas e o preço-alvo seguem inalterados, por enquanto.


Fonte: Infomoney