China Volta a Ser Principal Parceiro Comercial da Alemanha, Superando EUA

China ultrapassa os EUA como principal parceiro comercial da Alemanha em 2025, impulsionada por tarifas americanas e aumento das importações chinesas.
China principal parceiro comercial Alemanha — foto ilustrativa China principal parceiro comercial Alemanha — foto ilustrativa
Bandeira da Alemanha em porto de Hamburgo, na Alemanha 24/02/2022 REUTERS/Fabian Bimmer

A China reassumiu a posição de principal parceiro comercial da Alemanha nos primeiros oito meses de 2025, superando os Estados Unidos. A mudança ocorre em um contexto de tarifas mais altas impostas aos EUA, que impactaram as exportações alemãs.

Dinâmica Comercial em 2025

O comércio total entre Alemanha e China alcançou 163,4 bilhões de euros no período de janeiro a agosto. Em comparação, o volume de negócios com os Estados Unidos somou 162,8 bilhões de euros, segundo dados preliminares do escritório de Estatísticas alemão.

Gráfico comparativo de comércio entre Alemanha, China e EUA em 2025.
Comércio da Alemanha com China e EUA nos primeiros oito meses de 2025.

Impacto das Políticas Comerciais Americanas

Os Estados Unidos haviam assumido a Liderança como o maior parceiro comercial da Alemanha em 2024, interrompendo uma hegemonia de oito anos da China. Na época, a Alemanha buscava reduzir sua dependência da China, citando divergências políticas e práticas comerciais consideradas injustas por Berlim. Contudo, a recente volta de Donald Trump à Casa Branca e a implementação de novas tarifas alteraram essa dinâmica.

As exportações alemãs para os Estados Unidos apresentaram uma queda de 7,4% nos primeiros oito meses do ano em comparação com o mesmo período de 2024, totalizando 99,6 bilhões de euros. Em agosto, essa retração se intensificou, com uma queda de 23,5% nas exportações em relação ao ano anterior.

“Não há dúvida de que a política tarifária e comercial dos EUA é uma razão importante para o declínio nas vendas”, afirmou Dirk Jandura, presidente da associação de comércio exterior BGA. A demanda americana por produtos tradicionais alemães, como carros, máquinas e produtos químicos, registrou um recuo.

Com a persistência das tarifas e a valorização do euro, não se espera uma recuperação rápida nas exportações alemãs para os EUA, conforme análise de Carsten Brzeski, chefe global de macro do ING.

Aumento das Importações Chinesas e Preocupações

Por outro lado, as exportações alemãs para a China registraram uma queda mais acentuada, diminuindo 13,5% nos primeiros oito meses de 2025 em relação ao ano anterior, totalizando 54,7 bilhões de euros. Em contrapartida, as importações provenientes da China aumentaram 8,3%, atingindo 108,8 bilhões de euros.

“O novo boom de importações da China é preocupante”, ressaltou Brzeski, alertando que esses produtos frequentemente chegam a preços de dumping. Ele destacou que essa situação não apenas aumenta a dependência alemã da China, mas também pode gerar pressões em setores industriais cruciais onde a China já se estabeleceu como um rival significativo.

Diante da ausência de um dinamismo econômico interno robusto, alguns setores na Alemanha podem estar voltando sua atenção para mudanças nos mercados globais, segundo o economista Salomon Fiedler, do Berenberg.

Fonte: InfoMoney

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