China libera exportação de chips Nexperia e pressiona UE por acordo

China libera exportação de chips Nexperia para uso civil e pressiona a União Europeia por resolução de conflito que afeta a indústria automotiva global.
China exportação Nexperia — foto ilustrativa China exportação Nexperia — foto ilustrativa

A China confirmou no último domingo (09/11/2025) que tomou medidas para isentar exportações de chips da Nexperia, destinados ao uso civil, de restrições. A decisão vem acompanhada de um apelo para que o lado europeu avance na resolução do conflito que ameaça a produção global de automóveis.

Cessão de exportações de chips e apelo à UE

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou, em comunicado oficial, que o país asiático implementou medidas práticas para liberar as exportações de chips em conformidade com as normas para uso civil. A declaração surge em resposta a uma postagem do comissário de Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, que indicou um acordo para a retomada dos embarques de chips da China para a Europa.

“A China tomou medidas práticas para isentar exportações em conformidade para uso civil”, declarou o porta-voz. “Agradecemos o lado europeu por continuar exercendo sua influência e instamos o lado holandês a corrigir suas práticas errôneas o mais rápido possível.”

Contexto do conflito e impacto na indústria automotiva

A disputa teve início com preocupações da União Europeia sobre a aquisição da Nexperia, uma fabricante de chips de propriedade chinesa, pelo grupo asiático semiconductor. A UE teme que essa operação possa comprometer a segurança de suprimentos de componentes essenciais para a indústria, especialmente a automotiva, que depende fortemente desses semicondutores. A Suspensão das exportações ameaçou a produção de veículos em toda a Europa, gerando pressão para uma rápida resolução.

Próximos passos e expectativas

A liberação das exportações por parte da China é vista como um passo positivo, mas a pressão por correções nas práticas consideradas errôneas pela China, possivelmente se referindo a sanções ou restrições impostas pela Holanda, continua. A expectativa agora recai sobre a resposta da UE e dos Países Baixos, na tentativa de evitar mais interrupções na cadeia de suprimentos global de semicondutores e garantir a estabilidade da produção industrial.

Fonte: Bloomberg

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