China: Deflação Industrial Diminui, Inflação ao Consumidor Sobe em Outubro

Deflação industrial na China diminui em outubro enquanto preços ao consumidor sobem 0,2%. Saiba os detalhes e perspectivas.
Deflação China Industrial — foto ilustrativa Deflação China Industrial — foto ilustrativa
FILE PHOTO: People shop at a wet market in Shanghai, China, July 10, 2025. REUTERS/Go Nakamura/File Photo

A China registrou uma diminuição na deflação dos preços ao produtor em outubro, com os preços ao consumidor voltando a apresentar variação positiva. Essas mudanças ocorrem enquanto o Governo intensifica seus esforços para combater o excesso de capacidade produtiva e a acirrada concorrência entre as empresas no país.

Apesar da melhora nos indicadores, analistas alertam que as pressões deflacionárias sobre a segunda maior economia global ainda não cessaram, e o governo chinês pode precisar implementar medidas adicionais para estimular a demanda interna.

Análise da Inflação Chinesa

“A demanda continua fraca, mas a recuperação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) indica que as políticas do lado da oferta estão surtindo efeito, e o equilíbrio entre oferta e demanda em muitos setores está melhorando”, comentou Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit. “A tendência futura da inflação dependerá do grau de fortalecimento das políticas do lado da demanda.”

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) caiu 2,1% em outubro em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China. Este resultado representa uma melhora em relação à expectativa de declínio de 2,2% e ao recuo de 2,3% registrado em setembro. O índice permaneceu negativo desde outubro de 2022.

Trabalhador inspecionando componentes eletrônicos na China.
Otimização de setores industriais busca reequilibrar oferta e demanda.

Recuperação dos Preços ao Consumidor

Os preços ao consumidor (IPC) registraram alta de 0,2% em outubro na comparação anual, revertendo uma tendência de queda observada nos dois meses anteriores e superando as previsões de estabilidade. Em relação a setembro, o IPC avançou 0,2%, indicando uma aceleração moderada após a alta de 0,1% do mês anterior.

O núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e combustíveis, apresentou uma aceleração, subindo 1,2% em outubro em relação ao ano anterior. Este índice atingiu o maior patamar em 20 meses, superando o aumento de 1% de setembro.

Os preços dos alimentos, por outro lado, continuaram em queda, diminuindo 2,9% na comparação anual, embora em um ritmo menos acentuado do que a queda de 4,4% observada em setembro. Essa desaceleração na queda de preços de alimentos pode contribuir para uma inflação mais geral no futuro.

Gráfico de análise econômica sobre a China e EUA.
Perspectivas econômicas da China ainda enfrentam desafios globais.

Desafios Persistentes e Políticas Governamentais

Os resultados de outubro sugerem que os esforços do governo chinês para moderar a concorrência excessiva estão contribuindo para a estabilização dos preços. Contudo, a demanda doméstica ainda considerada morna e as persistentes tensões geopolíticas continuam a gerar incertezas sobre as perspectivas para os negócios no país.

“É muito cedo para concluir que a deflação acabou”, afirmou Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management. “Precisamos aguardar mais alguns meses de dados para julgar se a dinâmica da deflação mudou fundamentalmente.” O governo chinês permanece focado em políticas para reequilibrar a economia e impulsionar o crescimento sustentável.

Fonte: InfoMoney

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