Caixa cria fundo imobiliário para Correios e injeta R$ 80 bi em habitação

Caixa criará fundo imobiliário com imóveis dos Correios para gerar receita. Paralelamente, R$ 80 bi serão injetados no crédito habitacional.
Caixa fundo imobiliário Correios — foto ilustrativa Caixa fundo imobiliário Correios — foto ilustrativa

A Caixa Econômica Federal anunciou a criação de um fundo imobiliário utilizando imóveis dos Correios. O objetivo é gerar novas receitas para a estatal e auxiliar no reequilíbrio de sua situação financeira. Carlos Vieira, presidente da Caixa, destacou que a medida é complementar a um Empréstimo que está em discussão.

Vieira ressaltou a importância da marca Correios, considerando-a a mais valiosa do Brasil. “O que for medida para ajudar os Correios, de geração de Receita, podem contar com a Caixa”, afirmou.

Injeção de R$ 80 Bilhões no Mercado Imobiliário

O presidente da Caixa também informou que as novas medidas de crédito habitacional, implementadas pelo Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, preveem a injeção de R$ 80 bilhões nos próximos 12 meses. Esses recursos serão destinados tanto à compra da casa própria quanto a financiamentos para reformas, visando atender a classe média.

Segundo Vieira, o novo modelo de financiamento habitacional tem o potencial de adicionar R$ 40 bilhões à capacidade de empréstimos do banco. Ele explicou que, ao liberar compulsorio da poupança para empréstimos habitacionais, a medida permite que o sistema financeiro tenha um potencial de crédito adicional de R$ 1 trilhão ao longo de dez anos.

Adicionalmente, o programa Reforma Casa Brasil visa colocar mais R$ 40 bilhões no Mercado, sendo R$ 30 bilhões do fundo do pré-sal e R$ 10 bilhões de recursos próprios da Caixa.

Impacto da Liberação do Compulsório e Visão de Mercado

A liberação do compulsório, uma demanda antiga do setor, foi facilitada pela visão do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Vieira descreveu o programa como estruturante e não conjuntural, com potencial de aumentar a participação do crédito imobiliário no PIB de 10% para 15% nos próximos anos.

A Caixa, que detém 68% do mercado de crédito imobiliário originado da poupança, planeja reduzir sua participação para 50%, abrindo espaço para outros bancos. O sucesso do programa Minha Casa, Minha Vida serviu de modelo para a construção deste novo sistema, com um ano de transição previsto para 2026.

Empréstimo aos Correios e Garantias

A Caixa está participando das discussões para conceder um empréstimo aos Correios, com garantia do Tesouro Nacional. A criação do fundo imobiliário é vista como parte de um conjunto de medidas para reestruturar a estatal. Este fundo permitirá a capitalização dos Correios através da venda de imóveis para investidores, que, em seguida, serão alugados de volta à empresa.

A expectativa é que o retorno médio de aluguel torne o ativo atrativo para investidores. Paralelamente, os Correios buscam otimizar contratos, logística e implementar um programa de Demissão voluntária para melhorar sua eficiência.

Crédito Consignado e Foco na Classe Média

No crédito consignado privado, a Caixa tem buscado a redução de juros, com a possibilidade de usar o FGTS como garantia para baixar ainda mais as taxas. A expectativa é que essa medida seja implementada até o final de novembro ou início de dezembro.

As novas políticas habitacionais, incluindo as de reforma, têm um foco significativo na classe média, que, segundo Vieira, estava desassistida de programas habitacionais. O presidente da Caixa afirmou que, embora a nomeação para o cargo seja do presidente da República, ele se considera um Técnico e foca na gestão do banco.

A tecnologia, incluindo inteligência artificial e georreferenciamento, será utilizada para fiscalizar a aplicação dos recursos em reformas, garantindo a adequação do uso dos fundos.

Fonte: Folha de S.Paulo

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