O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Camaçari denunciou a BYD por suposta prática antissindical. A montadora chinesa é acusada de pressionar funcionários a assinarem cartas de oposição ao pagamento de contribuição sindical, o que configura interferência na autonomia sindical.
As alegações se baseiam em mensagens internas, supostamente enviadas pelo setor de Recursos Humanos da BYD a grupos de colaboradores. Uma das comunicações, datada de antes de 20 de outubro de 2025, dizia: “Pessoal, reforçando a necessidade de entrega da carta de oposição ao desconto sindical. Entreguem a carta ao seu líder ou diretamente a mim. Deve ser entregue até 20 de outubro de 2025”.
Interferência na Liberdade Sindical
O sindicato alega que tais mensagens demonstram uma interferência direta na liberdade sindical, com a empresa instigando e orientando os trabalhadores a se oporem à sua entidade de classe. Segundo a entidade, essa conduta é ilegal, abusiva e inconstitucional, violando o artigo 8º da Constituição Federal, que assegura a autonomia e a livre organização dos trabalhadores.
Prazo Expirado e Desinformação
Adicionalmente, o sindicato aponta que a BYD demonstra desinformação e descuido ao estipular um prazo que já teria expirado. Conforme acordo firmado entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal, o período para a entrega de cartas de oposição encerrou em 16 de outubro. Portanto, qualquer carta entregue após essa data não teria validade legal, segundo a representação sindical.
Até o momento, a BYD não emitiu um pronunciamento oficial sobre a denúncia apresentada ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Fonte: Estadão