BRB desiste de comprar Master após descoberta de fraudes

Projeto secreto do BRB para comprar o Master é vetado pelo Banco Central após descoberta de fraudes. Investigação policial apura envolvimento de autoridades.

O projeto secreto do Banco de Brasília (BRB) para adquirir parte do Master foi vetado pelo Banco Central (BC) na véspera de uma festa de aniversário do banco estatal. A operação, batizada de Projeto Vértice, visava a compra de uma participação no Master, mas foi barrada após a descoberta de fraudes.

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A decisão do BC, antecipada pela imprensa, não surpreendeu o mercado financeiro, que já acompanhava as dificuldades do Master e a reputação de seu banqueiro, Daniel Vorcaro. Rumores sobre problemas de liquidez e a insatisfação de grandes bancos privados com a emissão de CDBs pelo Master com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já circulavam.

Investigação policial em andamento

A negociação com o BRB, um banco público regional, gerou estranhamento no mercado. O acordo contava com o apoio do governador do DF, Ibaneis Rocha, e de aliados de Vorcaro. A motivação por trás da entrada de um banco público na operação para salvar o Master é um dos focos de uma investigação da Polícia Federal que apura o envolvimento de Ibaneis, Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, além de outros integrantes do banco.

Executivos do setor bancário expressaram surpresa com a operação, considerando a situação de liquidez do Master e a narrativa de Vorcaro contra os grandes bancos. Vorcaro, por sua vez, planejava integrar o conselho de administração do BRB e via a operação como uma forma de integrar o Master ao funding do BRB e dar ao banco privado maior autonomia.

BRB e Master: histórico de negociações

O BRB já vinha chamando atenção por contratos de patrocínio e empréstimos controversos. Internamente, reuniões secretas sobre a aquisição do Master, apelidada de Projeto Vértice, ocorriam desde janeiro de 2025. Em fevereiro, Vorcaro e Paulo Henrique Costa comunicaram informalmente ao BC a intenção da operação.

O BRB formalizou o interesse na compra em 28 de março de 2025, dias antes do prazo final dado pelo BC para o Master resolver seus problemas de liquidez. A análise do pedido pelo BC foi marcada por pressões políticas e do setor financeiro. O BC chegou a buscar uma negociação de mercado com apoio do FGC, que concedeu uma linha emergencial ao Master. No entanto, as descobertas de fraudes e o avanço das investigações enterraram as chances de aprovação do negócio.

Em julho de 2025, após confirmar sinais de fraudes em carteiras de crédito consignado, o BC comunicou as irregularidades ao Ministério Público Federal. Em 3 de setembro de 2025, o BC vetou a operação, comunicando a decisão ao BRB e ao Master no dia seguinte.

A defesa de Paulo Henrique Costa afirma que a operação foi conduzida institucionalmente e não gerou impacto patrimonial no BRB. A série de reportagens abordará os episódios anteriores à proposta de aquisição e os detalhes das investigações sobre a fraude no Master.

Fonte: UOL

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