As bolsas de Nova York operam em alta, impulsionadas pela expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio. O índice S&P avança pela quarta sessão consecutiva, enquanto o dólar recua no exterior e as taxas dos Treasuries perdem força. Os preços do petróleo apresentam oscilação em um pregão volátil, com o Estreito de Ormuz ainda impactando os fluxos globais da commodity.
Por volta das 13h30, o índice Dow Jones subia 0,20%, aos 46.597,60 pontos; o S&P 500 avançava 0,27%, aos 6.600,54 pontos e o Nasdaq Composto tinha alta de 0,38%, aos 21.962,390 pontos. O petróleo Brent para entrega em junho subia 0,39% a US$ 109,46 por barril, e o WTI para maio ganhava 0,03% a US$ 109,06.
O índice DXY, que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos, recuava 0,06% a 99,97 pontos. Nos mercados de Treasuries, o rendimento da T-note de dois anos subia a 3,852%, de 3,833% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos avançava de 4,320% a 4,331%.
Expectativa de acordo e tensões geopolíticas
O presidente Donald Trump reafirmou que o prazo final para o Irã fechar um acordo com o governo americano é até amanhã, e disse que o Irã fez uma proposta significativa por um acordo, mas que não era suficiente. Os Estados Unidos e o Irã avaliam um plano para encerrar o conflito, que já dura cinco semanas. O Irã rejeitou o mais recente ultimato de Trump, afirmando que o Estreito só retomará totalmente as operações quando os danos de guerra forem compensados.
Impacto no mercado de energia
Embora as notícias sobre um possível cessar-fogo tenham ajudado o sentimento dos investidores, ainda não se sabe se um acordo aceitável para todas as partes poderá ser alcançado rapidamente. Com os Estados Unidos, Israel e Irã mostrando poucos sinais de recuo em seus comentários mais recentes, o caminho para uma solução negociada parece limitado. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) aprovou um aumento nas cotas de produção para maio em mais de 200 mil barris por dia, mas a medida é em grande parte simbólica, dada a interrupção na cadeia de suprimentos. O grupo produtor de petróleo acrescentou que os danos aos ativos de energia do Oriente Médio terão um impacto prolongado no fornecimento de petróleo, mesmo após o fim do conflito.
Perspectivas de estagflação
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entra em sua sexta semana com sinais de escalada e implicações diretas para o mercado de energia e para a geopolítica global. A visão predominante é de que o resultado mais provável desta crise é o de estagflação em economias centrais como a americana, com inflação em alta e crescimento em desaceleração, além de maior risco de saída de capitais em mercados mais vulneráveis.
Fonte: Globo