As bolsas de Nova York registraram quedas nesta manhã, enquanto os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 110 por barril. A instabilidade é impulsionada por relatos de ataques dos Estados Unidos ao Golfo Pérsico e pela proximidade do fim do prazo estabelecido por Donald Trump para um acordo com o Irã. O acordo visaria a reabertura do Estreito de Ormuz.
Por volta das 13h30, o índice Dow Jones recuava 0,57%, o S&P 500 tinha queda de 0,57% e o Nasdaq Composto perdia 0,84%. O Índice de Volatilidade Cboe (VIX) subia 7,70%.
O petróleo Brent para entrega em junho avançava 0,10% a US$ 109,87 por barril, e o WTI para maio ganhava 2,86% a US$ 115,63. O índice DXY, que mede a relação do dólar com outras moedas, recuava 0,11%. O rendimento dos Treasuries de 10 anos avançava para 4,357%.
Trump havia estipulado um prazo até as 20h no horário do leste dos EUA para que o Irã aceitasse um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Caso contrário, seriam realizados ataques a usinas de energia e pontes iranianas. Relatos indicam que os Estados Unidos já atingiram a ilha de Kharg, diminuindo as chances de um entendimento.
Analistas apontam que um cessar-fogo na guerra parece improvável. A probabilidade implícita de o tráfego pelo Estreito de Ormuz retornar à normalidade antes do fim de abril é baixa, indicando falta de confiança na iminência ou durabilidade de um acordo.
O cumprimento da ameaça de atacar ativos energéticos iranianos pelos Estados Unidos poderia levar a retaliações do Irã, prejudicando ainda mais o fornecimento de petróleo do Golfo. Alguns especialistas preveem que o preço do petróleo Brent possa subir para perto de US$ 150 por barril, mantendo os riscos inflacionários elevados.
Em relação à política monetária, a presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, indicou que um aumento na taxa de juros poderia ser considerado se a inflação persistir acima da meta de 2%. Já o presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que a política monetária está adequada e reiterou uma postura de observação.
Investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de março. Anteriormente, as encomendas de bens duráveis caíram 1,4% em fevereiro, contrariando a projeção de queda de 1,1%. As expectativas de inflação para o próximo ano subiram de 3% para 3,4%, segundo o Fed de Nova York.
Fonte: Globo