Europa: Bolsas em Queda com Inflação e BCE no Radar

Bolsas europeias caem com inflação em linha com o esperado e BCE mantendo juros. Especialistas indicam pausa prolongada nas taxas.
Gráfico com dados de mercado financeiro europeu, relacionado à queda das bolsas e à inflação. Gráfico com dados de mercado financeiro europeu, relacionado à queda das bolsas e à inflação.

As principais bolsas europeias fecharam em baixa nesta sexta-feira (31), reflexo da menor expectativa por novos cortes nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE). A decisão da autoridade monetária de manter as taxas inalteradas, aliada à inflação da zona do euro em linha com as previsões, reforça a possibilidade de que os juros permaneçam no patamar atual por tempo indeterminado.

Desempenho dos Mercados Europeus

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com uma queda de 0,55%, atingindo 571,64 pontos. Em Frankfurt, o DAX cedeu 0,58%, fechando em 23.978,04 pontos. Em Londres, o FTSE 100 perdeu 0,60%, terminando em 9.701,80 pontos. Já o CAC 40, de Paris, registrou uma desaceleração de 0,47%, finalizando em 8.118,84 pontos.

Inflação na Zona do Euro

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da zona do euro registrou uma alta anual de 2,1% em outubro, mantendo-se estável em relação aos 2,2% de setembro. No entanto, o núcleo do indicador, que exclui componentes mais voláteis como alimentos e energia, apresentou um aumento de 2,4% em base anual. Essa elevação foi impulsionada principalmente pela inflação de serviços, ficando acima do consenso de Mercado, que previa 2,3%.

Gráfico com dados de mercado financeiro europeu.
Mercados europeus reagem a dados de inflação e decisão do BCE.

Perspectivas do BCE

A inflação persistentemente próxima à meta do BCE, combinada com dados de atividade econômica acima do esperado, sugere que o banco central poderá estender o período de pausa nas taxas de juros. Na Coletiva de Imprensa após a decisão de ontem, a presidente do BCE, Christine Lagarde, indicou que os riscos para o crescimento econômico tornaram-se mais equilibrados e que a dinâmica de preços está alinhada com o objetivo da instituição.

Análise do Goldman Sachs

Em análise pós-decisão, o Goldman Sachs projetou que o BCE manterá as taxas de juros inalteradas no futuro próximo. A instituição financeira destacou que novos cortes nas taxas só seriam considerados mediante um catalisador significativo, como uma deterioração acentuada nos dados de atividade econômica ou uma queda mais expressiva na inflação. A notícia repercute nas expectativas de investidores que buscam por juros mais baixos para impulsionar a economia.

A cautela com a inflação também é observada nos Estados Unidos. Dirigentes do Federal Reserve (Fed) têm defendido cautela em relação à inflação e indicaram a possibilidade de juros mais restritivos no país, conforme relatado por dirigentes do Fed.

Fonte: Valor Econômico

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