O petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril e as ações asiáticas subiram acentuadamente nesta quarta-feira, após registrarem seu melhor dia em quase um ano. A movimentação foi impulsionada pela renovação das esperanças de que a guerra com o Irã possa terminar em breve.
O Brent, referência internacional, caiu 4,4%, para US$ 99,44 o barril. O WTI recuou 3,8%, para US$ 97,55.
Otimismo com fim do conflito
O aumento do otimismo de que as tratativas entre Estados Unidos e Irã possam avançar abriu caminho para o fim do conflito no Oriente Médio. O presidente norte-americano, Donald Trump, tem um pronunciamento previsto para esta noite, com atualizações sobre a guerra.
Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam deixar o Irã em duas a três semanas, mesmo sem um acordo. A Guarda Revolucionária do Irã, no entanto, declarou que o Estreito de Ormuz permanece sob controle e rejeitou a possibilidade de reabertura nas condições sugeridas pelos EUA.
Mercado reage a declarações
O petróleo WTI para maio fechou em queda de 1,24% (US$ 1,26), a US$ 100,12 o barril. Já o Brent para junho caiu 2,70% (US$ 2,81), a US$ 101,16 o barril.
A commodity arrefeceu levemente as perdas da sessão após o Departamento de Energia dos EUA (DoE) informar aumento nos estoques do petróleo na semana passada, mas queda nos derivados, como gasolina e destilados.
Perspectivas e fundamentos
Analistas alertam que, apesar de a curva de futuros do petróleo refletir otimismo com um fim próximo do conflito, os preços podem estar atrasados em relação aos fundamentos do mercado. Mais de 133 milhões de barris de petróleo já teriam sido retirados do mercado no Oriente Médio, segundo a Kepler, e as interrupções acumuladas poderiam superar 250 milhões de barris.
Assessores da Casa Branca discutem a possibilidade de o petróleo atingir US$ 150 ou mais por barril com a guerra entrando no segundo mês, e já avaliam medidas para conter a alta nos preços de energia.