O bitcoin (BTC) registrou alta nesta segunda-feira, impulsionado pela melhora no humor dos mercados globais. Relatos indicam que Estados Unidos e Irã receberam uma proposta de cessar-fogo, o que aumenta a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para o fluxo de petróleo. Essa perspectiva ajudou a reduzir a aversão ao risco, favorecendo a recuperação de ativos mais voláteis, como as criptomoedas.
Por volta das 11h15, o bitcoin era negociado a US$ 69.381, com alta de 3,7% nas últimas 24 horas. O ethereum (ETH) avançou 5,3%, a BNB subiu 2,9%, o XRP ganhou 4,4% e a solana (SOL) também registrou alta de 4,4% no mesmo período.
O mercado tem reagido de forma sensível ao noticiário sobre conflitos internacionais. Na semana anterior, o endurecimento do discurso de Donald Trump em relação ao Irã pressionou o bitcoin e outros ativos de risco. Agora, a perspectiva de uma trégua, mesmo que temporária, foi suficiente para reverter parte desse movimento, aliviando a pressão sobre os preços de energia.
No entanto, o cenário macroeconômico ainda impõe restrições. Investidores analisam o relatório de emprego dos Estados Unidos, divulgado na sexta-feira, que veio mais forte que o esperado. Dados robustos do mercado de trabalho reforçam a expectativa de que o Federal Reserve possa manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, o que limita o espaço para uma recuperação mais firme das criptomoedas.
A agenda de indicadores dos Estados Unidos, especialmente os dados de inflação medidos pelo PCE, referência para o Fed, também está no radar. Qualquer sinal de inflação persistente pode voltar a pressionar os ativos de risco, dada a sensibilidade do mercado à liquidez global.
Além do noticiário geopolítico e macroeconômico, o mercado monitorou a retomada das compras de bitcoin pela Strategy, empresa liderada por Michael Saylor. A companhia informou a aquisição de 4.871 bitcoins entre 1º e 5 de abril, por cerca de US$ 329,9 milhões, a um preço médio de US$ 67.718 por unidade. Esse movimento reforça a percepção de que a demanda corporativa pelo ativo permanece ativa, mesmo em um ambiente de maior volatilidade.
O mercado segue em uma disputa entre o noticiário do Oriente Médio, que dita o humor de curto prazo e o apetite por risco, e a trajetória dos juros nos Estados Unidos, que atua como limite para movimentos mais intensos de recuperação.
Fonte: Globo