BC Desiste do DREX, Mas Mantém Infraestrutura para Contratos Inteligentes

Banco Central desiste do DREX como moeda digital oficial, mas investirá em infraestrutura para contratos inteligentes, visando otimizar transações e segurança.
DREX Banco Central — foto ilustrativa DREX Banco Central — foto ilustrativa

O Banco Central do Brasil (BC) decidiu não prosseguir com a emissão de uma moeda digital oficial, o DREX. A informação foi divulgada por Breno Lobo, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, durante um evento sobre segurança digital promovido pela Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE).

Apesar da desistência da moeda digital em si, Lobo assegurou que o BC continuará desenvolvendo a infraestrutura necessária para a viabilização de contratos inteligentes no futuro. Essa plataforma permitirá funcionalidades como a entrega contra pagamento, otimizando transações financeiras e a transferência de bens.

Gráfico sobre o DREX e infraestrutura de contratos inteligentes
Representação visual do DREX e a importância da infraestrutura para contratos inteligentes.

O que são Contratos Inteligentes e o DREX

Em maio de 2021, o BC apresentava o DREX como uma extensão direta da moeda física, o real, prometendo segurança nas operações em comparação a criptoativos de Mercado. A visão era de que o DREX seria uma alternativa digital segura e oficial para transações.

Contudo, a nova abordagem do BC, segundo Breno Lobo, foca na utilidade da infraestrutura para a população. Ele destacou que, para o cidadão comum, o essencial é ter uma plataforma robusta que permita registrar contratos inteligentes com liquidação vinculada às condições estabelecidas. O DREX, nesse novo formato, visa atender a essa demanda.

Aplicações Práticas dos Contratos Inteligentes

A tecnologia de contratos inteligentes abre um leque de possibilidades. Um exemplo prático seria a transferência de bens móveis, como carros, ou imóveis, ocorrendo de forma digital e simultânea ao pagamento, eliminando o risco de uma parte ser lesada.

Outra aplicação futurista envolve dispositivos como geladeiras inteligentes. Estes poderiam, de forma autônoma, realizar pedidos de reposição de produtos em Falta e efetuar o pagamento automaticamente através de uma carteira digital. Isso dispensaria o cadastro de cartões de crédito ou débito, além de reduzir custos bancários, proporcionando maior conveniência e eficiência.

Posicionamento do Banco Central

A decisão do Banco Central de não emitir uma moeda digital oficial, mas de investir na infraestrutura para contratos inteligentes, sinaliza uma mudança de estratégia. O foco agora é em oferecer uma plataforma tecnológica que possibilite inovações financeiras, garantindo segurança e eficiência nas transações. A expectativa é que essa infraestrutura impulsionará novas soluções digitais no mercado financeiro brasileiro, beneficiando tanto consumidores quanto empresas.

Fonte: G1

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