Mais de 12 milhões de pessoas terão um aumento de mais de R$ 575 anuais em suas pensões por morte a partir de abril. O reajuste, que corresponde a 4,8% e acompanha o crescimento médio dos salários, eleva o valor integral da pensão por morte de R$ 230,25 para R$ 241,30 por semana. Para a pensão básica integral, o valor sobe de R$ 176,45 para R$ 184,90 semanais.



O governo justifica o compromisso com a garantia da pensão por morte como uma medida para proteger as famílias em um cenário de alta do custo de vida. A política, conhecida como “triple lock”, garante que o benefício seja reajustado anualmente pelo maior índice entre inflação, crescimento salarial ou 2,5%.
Críticas à Política de Pensão por Morte
Apesar dos benefícios diretos aos pensionistas, a política de “triple lock” tem sido alvo de críticas por parte de especialistas. Institutos de pesquisa econômica, como o Institute for Fiscal Studies (IFS), argumentam que a manutenção dessa regra pode gerar um impacto financeiro substancial e crescente nas contas públicas, especialmente com o envelhecimento da população.
O IFS estima que os gastos com pensões por morte podem aumentar em cerca de R$ 80 bilhões até a década de 2070, com mais da metade desse acréscimo atribuído à “triple lock”. Em cenários de maior volatilidade econômica, o custo adicional poderia chegar a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Compromisso Político com a Pensão por Morte
O Secretário de Trabalho e Pensões, Pat McFadden, reafirmou o compromisso do governo em proteger os pensionistas, destacando o aumento de até R$ 575 anuais. Recentemente, o partido Reform UK também aderiu ao compromisso de manter a “triple lock”, propondo cortes em outras áreas do orçamento de benefícios para viabilizar a medida.
A decisão de manter a garantia da pensão por morte ocorre em um contexto de incertezas econômicas globais, incluindo o impacto do conflito no Oriente Médio nos preços do petróleo e, consequentemente, nos custos para os consumidores.
Fonte: News