A missão Artemis II estabeleceu um novo recorde histórico nesta segunda-feira, alcançando a maior distância espacial já percorrida por seres humanos. Os astronautas a bordo superaram o recorde anterior, que pertencia à missão Apollo 13 desde abril de 1970.






Pouco antes de iniciar as observações lunares e o sobrevoo, a espaçonave encontrava-se a 406.764,9 quilômetros da Terra. Este marco ultrapassou a distância de 248.655 milhas (aproximadamente 400.000 quilômetros) registrada pela Apollo 13.
A cápsula Orion atingiu a esfera de influência gravitacional da Lua, indicando que a gravidade lunar exercia maior influência sobre a espaçonave do que a terrestre, conforme informado pela NASA.
A espaçonave aproximou-se da Lua, a cerca de 7.500 quilômetros além do lado oculto. A trajetória de voo da Artemis 2 formou um padrão semelhante a um oito ao redor da Terra e da Lua.
Por que a missão Artemis II é histórica?
No ponto de maior aproximação com a Lua, os astronautas tiveram a oportunidade única de observar a Terra e a Lua simultaneamente. Do ponto de vista da Orion, foi possível presenciar um eclipse solar, com o Sol desaparecendo atrás da Lua.
A tripulação entrou na chamada esfera de influência lunar às 04h42 GMT de segunda-feira, registrando o primeiro sobrevoo lunar tripulado desde 1972. Durante este voo, a tripulação viajou mais longe do nosso planeta do que qualquer ser humano anteriormente.
Esta é a primeira vez em mais de 50 anos que uma tripulação viaja à Lua. A equipe é composta pelos astronautas americanos Victor Glover, Christina Koch e Reid Wiseman, e pelo astronauta canadense Jeremy Hansen.
Victor Glover tornou-se a primeira pessoa negra a voar ao redor da Lua, e Christina Koch, a primeira mulher.
O que os astronautas observaram até agora?
A tarefa dos astronautas era documentar a Lua durante o sobrevoo. Eles começaram a observar características lunares nunca antes vistas a olho nu.
Nas primeiras horas de domingo, a NASA divulgou uma imagem capturada pela tripulação da Artemis, mostrando a Lua distante com a bacia de Orientale visível.
“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista a olho nu”, declarou a agência espacial americana.
“Está me impressionando o que se pode ver a olho nu da Lua neste momento. É simplesmente inacreditável”, transmitiu o astronauta canadense Jeremy Hansen. Ele desafiou “esta geração e a próxima a garantir que este recorde não dure muito tempo”.
Em um determinado momento, Koch relatou uma intensa emoção por alguns segundos ao focar na Lua. “Algo me atraiu subitamente para a paisagem lunar e tornou-se real”, disse ela.
Fonte: Dw