Amazon, Microsoft e Google enfrentam pressão de investidores sobre uso de água e energia

Investidores pressionam Amazon, Microsoft e Google por mais dados sobre uso de água e energia em data centers, diante do aumento das emissões e do consumo hídrico.

Amazon, Microsoft e Google estão sob pressão de investidores devido ao impacto ambiental de seus data centers. Acionistas buscam mais dados sobre o uso de água e os esforços de conservação das gigantes da tecnologia, especialmente em relação às crescentes necessidades de energia de suas centrais de processamento de dados.

Mais de uma dúzia de investidores apresentaram resoluções antes das assembleias anuais de acionistas. A Trillium Asset Management, por exemplo, apresentou uma resolução à Alphabet (empresa controladora do Google) em dezembro, solicitando clareza sobre como a empresa cumprirá suas metas climáticas. Em 2020, a Alphabet se comprometeu a reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa e a usar fontes de energia sem carbono até 2030. No entanto, as emissões aumentaram 51%, segundo a Trillium, deixando os investidores sem informações sobre o plano da empresa.

Uma resolução semelhante da Trillium no ano passado obteve o apoio de quase um quarto dos acionistas independentes.

Uso da água em data centers

Os acionistas exigem mais informações sobre o consumo de água pelas empresas. Os data centers norte-americanos utilizaram quase 1 trilhão de litros de água em 2025, segundo a Mordor Intelligence, volume comparável à demanda anual da cidade de Nova York. Embora Meta, Google, Amazon e Microsoft tenham adotado sistemas de resfriamento de circuito fechado, que consomem menos água, os dados sobre esse uso variam.

O relatório ambiental da Meta de 2025 indica um aumento de 51% no uso de água em locais próprios, totalizando 5.637 megalitros em 2024, o suficiente para abastecer mais de 13.000 residências por um ano. O Google apresenta dados de sites próprios e alugados, mas não dos operados por terceiros. Amazon e Microsoft informaram o uso total de água, mas sem detalhamento por local em seus relatórios de sustentabilidade de 2025.

Um porta-voz da Amazon afirmou que a empresa está divulgando mais dados de consumo de água específicos dos locais de operação e investindo em eficiência energética e redução do uso de água.

Dados locais são cruciais

Investidores consideram os dados em nível local essenciais para avaliar riscos operacionais e o desempenho das empresas na gestão desses recursos. Eles também desejam saber mais sobre os esforços para reabastecer os suprimentos de água.

Jason Qi, analista da Calvert Research and Management, destacou a falta de divulgação suficiente sobre o consumo de água e o impacto nas comunidades locais. Um porta-voz da Microsoft reiterou o compromisso da empresa com a sustentabilidade ambiental e a busca por soluções de longo prazo.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar, e a Meta não retornou o pedido de informação. Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, um grupo de lobby, afirmou que a transparência sobre o uso de energia e água é fundamental para garantir que os projetos não sobrecarreguem os recursos locais.

Investidores pressionam Amazon, Microsoft e Google sobre uso de água e energia
Acionistas buscam mais transparência das gigantes de tecnologia sobre o impacto ambiental de seus data centers.
Data centers consomem grandes volumes de água e energia, gerando preocupações ambientais.
O consumo de água por data centers é uma preocupação crescente para investidores e comunidades.

Fonte: UOL

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