O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (2) que apenas dois dos 26 estados e o Distrito Federal se recusaram a aderir à proposta do governo federal de subvenção ao diesel importado. Sem citar os nomes, Alckmin indicou que outros dois ou três estados ainda avaliam a adesão, com a maioria já confirmando participação.
A medida visa mitigar os efeitos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Alckmin deixou o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se desincompatibilizar para as eleições, e o nome de seu sucessor ainda não foi anunciado.
Um dos estados que não aderiu ao plano é Rondônia, que alegou falta de espaço fiscal e orçamentário para absorver subsídios ou promover desonerações sem comprometer as contas públicas. O Rio de Janeiro, outro estado considerado no cálculo de Alckmin, aguarda a publicação da medida provisória para analisar sua participação.
Apesar da recusa de alguns estados, levantamento indica que Acre, Amapá, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe confirmaram participação.
Em relação às distribuidoras de combustíveis, três grandes empresas do setor – Vibra, Ipiranga e Raízen –, responsáveis por metade das importações privadas de diesel, decidiram não participar da primeira fase do programa. Alckmin defendeu o diálogo para esclarecer dúvidas sobre a metodologia e buscar entendimento com as distribuidoras que ainda não aderiram.