Aegea disputa Copasa com recursos próprios e de sócios

Aegea mira 30% da Copasa em privatização, contando com recursos de Itaúsa e GIC. IPO da companhia pode ser adiado para 2027.

A Aegea manifestou interesse em adquirir 30% da Copasa, em um negócio avaliado em R$ 6 bilhões. A companhia planeja participar sozinha do processo de privatização, contando com o aporte financeiro de seus sócios, a Itaúsa e o fundo soberano de Cingapura, GIC.

O processo de seleção do sócio estratégico da Copasa já está em andamento e prevê a participação de outros interessados, como a Sabesp. Caso a Aegea seja a vencedora, a abertura de capital da companhia (IPO) deve ocorrer em meados de 2027, conforme o plano original.

A estratégia da Aegea é atuar sem associados, utilizando os recursos de seus sócios para viabilizar a operação, similar ao que ocorreu em 2021 com a aquisição da Cedae no Rio de Janeiro. A Copasa está avaliada em R$ 22 bilhões.

A incorporação da operação da Copasa ao balanço da Aegea exigirá, segundo o diretor financeiro André Pires, pelo menos dois trimestres, além de trâmites regulatórios e administrativos.

Preparação para IPO

A Aegea tem se preparado para uma oferta pública inicial de ações (IPO) há algum tempo. Em 2025, a empresa formalizou o sindicato de bancos para a operação. Inicialmente, cogitou-se antecipar o IPO para o primeiro semestre de 2026, mas a volatilidade do mercado, intensificada por conflitos geopolíticos, levou ao adiamento.

Para o IPO, a Aegea pode contar com um investidor-âncora para atrair outros investidores. Rumores sobre potenciais interessados, como a família Feffer, têm circulado no mercado.

Atualmente, a Aegea atende cerca de 39 milhões de pessoas em 890 municípios distribuídos por 15 estados, com 65 concessões. A empresa continua avaliando a participação em novos leilões.

Recentemente, a Aegea teve seu rating rebaixado pelas agências Standard & Poor’s e Fitch Ratings devido ao adiamento na divulgação de seu balanço de 2025, motivado por ajustes contábeis na gestão da carteira de clientes.

Fonte: Estadão

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