O Itaú BBA identificou cinco ações com bom momentum de lucros para o período pós-balanços do quarto trimestre de 2025. As empresas selecionadas são Axia (AXIA3), Copel (CPLE3), Orizon (ORVR3), Petrobras (PETR4) e Tenda (TEND3). Segundo os analistas, essas ações combinam crescimento, aceleração e revisões positivas de estimativas, de acordo com o modelo quantitativo de momentum do banco.


Balanços do 4T25: Sinais mistos e melhora ex-commodities
A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 apresentou sinais mistos para as empresas brasileiras. No entanto, uma melhora relevante foi observada quando o impacto das companhias de commodities foi excluído. O lucro líquido do Ibovespa ex-commodities cresceu 1,7% anualmente no período, superando em 6,6% as estimativas do Itaú BBA. Este resultado marca uma aceleração significativa em comparação com a queda registrada no trimestre anterior.
Impacto da Selic e desempenho setorial
A redução do efeito da taxa média da Selic sobre os resultados financeiros contribuiu para a leitura positiva. A variação anual média dos juros caiu de 447 pontos-base para 372 pontos-base no quarto trimestre, aliviando despesas financeiras. O desempenho setorial foi heterogêneo: construtoras residenciais lideraram com crescimento de dois dígitos em receita, Ebitda e lucro. Utilities apresentaram surpresa positiva no lucro líquido, e o segmento de transporte e logística registrou avanço expressivo. Por outro lado, consumo, varejo e saúde apresentaram resultados abaixo das estimativas.
Cenário macroeconômico e projeções futuras
O início do ciclo de flexibilização monetária no Brasil, com um corte de 25 pontos-base na Selic em março de 2026, é um ponto de atenção. O ritmo de cortes tende a ser gradual, em um ambiente externo pressionado pela alta do petróleo e riscos inflacionários. Esse cenário limita o alívio esperado para empresas sensíveis à atividade doméstica, pois o nível de juros permanece restritivo. O Itaú BBA projeta que o lucro consolidado do Ibovespa cresça a uma taxa composta de 18% ao ano entre 2024 e 2027, com destaque para a aceleração dos setores domésticos.
Fonte: Infomoney