Abimaq: Tarifa dos EUA reduz burocracia, mas ainda afeta exportações de máquinas

Abimaq vê redução de burocracia com ajuste de tarifas dos EUA, mas alerta que alíquotas de 25% ainda pesam sobre exportações brasileiras de máquinas.
FILE PHOTO: A steel worker stands amid sparks of raw iron coming from a blast furnace at a ThyssenKrupp steel factory in Duisburg, Germany, November 5, 2025. REUTERS/Leon Kuegeler/File Photo

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) considera positiva a decisão do governo dos Estados Unidos de ajustar tarifas sobre importações de aço, alumínio e cobre, pois reduz a burocracia do regime anterior. No entanto, a entidade avalia que as novas regras continuarão impactando as vendas externas do setor para o país.

“A notícia boa é que não vai ter mais aquela burocracia de calcular o quanto o aço significa no custo da máquina. O lado ruim é que a alíquota das máquinas que estão na lista passam de 10% para 25%”, afirmou José Velloso, presidente-executivo da Abimaq.

As mudanças aprovadas pelo governo dos EUA incluem a eliminação da tarifa anterior de 50% sobre produtos acabados feitos com aço, alumínio e cobre, caso o conteúdo desses metais no produto seja inferior a 15% em peso. Para produtos com mais de 15% de aço, alumínio ou cobre em peso, a tarifa será reduzida para 25% sobre o valor total da importação, não apenas sobre o conteúdo metálico. Isso significa que máquinas como máquinas de lavar roupa ou fogões, fabricados predominantemente com aço, terão uma tarifa fixa de 25%.

“Como todas as máquinas da lista têm um peso de aço superior a 10% ou 15%, entendo que todas as máquinas da lista vão passar para uma alíquota de importação de 25%”, explicou Velloso.

Segundo o governo norte-americano, as alterações visam simplificar o atual regime tarifário. “Então, a notícia boa é o fim da burocracia. A notícia ruim é que a alíquota vai ser de 25%”, reiterou o presidente da Abimaq.

Dados da Abimaq indicam que as exportações de máquinas e equipamentos para os EUA em 2025 caíram 9,1%, em decorrência das tarifas impostas anteriormente. Além disso, os Estados Unidos perderam participação no total das vendas externas de máquinas do Brasil, diminuindo de 27% em 2024 para 23% no ano passado.

Fonte: Infomoney

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