STF exige transparência de emendas parlamentares em audiência pública

Congresso responderá ao STF sobre transparência e resultados de emendas parlamentares em audiência pública com ministro Flávio Dino. Veja detalhes.
Congresso Nacional em Brasília, local onde as emendas parlamentares serão debatidas em audiência no STF. Congresso Nacional em Brasília, local onde as emendas parlamentares serão debatidas em audiência no STF.

O Congresso Nacional foi convocado a prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a transparência, rastreabilidade e os resultados da aplicação dos recursos oriundos de emendas parlamentares. A audiência pública, agendada para o dia 23 de outubro, foi convocada pelo ministro Flávio Dino, relator de ações que questionam os repasses feitos a bases aliadas de parlamentares.

Congresso Nacional em Brasília.
Congresso Nacional terá que explicar aplicação de verbas ao STF.

Transparência e Monitoramento de Recursos

Um dos pontos centrais a serem abordados é a viabilidade de um sistema de monitoramento que inclua metas e indicadores para os investimentos realizados por meio das emendas. A preocupação surge do notado “descompasso” entre o vulto dos recursos destinados e o desenvolvimento efetivo de políticas públicas nas bases eleitorais.

Desafios Técnicos e Rastreabilidade de Emendas Pix

Representantes das Casas Legislativas deverão detalhar as atuais “limitações técnicas” que dificultam a rastreabilidade completa das emendas efetuadas via Pix, especialmente em relação ao Orçamento de 2025. Adicionalmente, serão questionados sobre a existência de “protocolos internos” para identificar e notificar aos órgãos de fiscalização quaisquer “movimentações atípicas” relacionadas ao repasse desses fundos.

Convocados para Audiência

Além dos representantes do Congresso, a audiência contará com a presença da Advocacia-Geral da União (AGU), das advocacias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Também foram convidados o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, e os presidentes do Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste, instituições financeiras essenciais no processo de repasse e execução orçamentária.

Fonte: Valor Econômico

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