Os juros futuros operam em alta nesta sessão, refletindo a pressão exercida pela atuação do Tesouro Nacional nos leilões de títulos da dívida pública. O movimento de aversão ao risco na renda fixa doméstica permanece elevado, mantendo a volatilidade dos ativos apesar da ausência de novos fatores externos significativos.
O que você precisa saber
- A taxa do contrato deDIpara janeiro de 2029 atingiu a máxima de 13,41% durante o pregão.
- OTesouro Nacionalabsorveu a oferta total de 21 milhões de papéis, movimentando R$ 15,256 bilhões.
- O mercado precifica 85,1% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na taxaselicna próxima reunião doCopom.
Impacto dos leilões na curva de juros
A oferta concentrada em papéis com vencimento em julho de 2029 adicionou volatilidade ao mercado, com o risco medido pela métrica de DV01 atingindo US$ 929 mil. Operadores do setor financeiro destacam que, embora o volume estivesse dentro do esperado, a continuidade da pressão compradora sobre os prêmios de risco reflete um cenário de cautela persistente.
Cenário macroeconômico e expectativas
Diferente do mercado doméstico, as Treasuries americanas operam com estabilidade e a cotação do Petróleo apresenta variações contidas. A ausência de novos desdobramentos geopolíticos mantém o foco dos investidores na política monetária brasileira.
Perspectivas para a Selic
O mercado aponta para uma redução da taxa básica de juros para 14,50% na próxima semana. As probabilidades de manutenção ou de um corte mais agressivo de 0,5 ponto percentual permanecem minoritárias, consolidando a expectativa de uma postura gradualista por parte do Banco Central.
Fonte: Globo