O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que a responsabilidade sobre o caso envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve ser buscada no Mercado Financeiro, especificamente na Faria Lima, e não na Praça dos Três Poderes. O magistrado questionou a atuação de órgãos reguladores, como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), diante das movimentações da instituição financeira.
O que você precisa saber
- O ministro classificou o caso como um problema de regulação do sistema financeiro, e não uma crise do Judiciário.
- Gilmar Mendes exige explicações sobre a fiscalização exercida pela CVM nos últimos cinco anos.
- O debate ocorre paralelamente às investigações daPolícia Federalsobre aportes financeiros ligados ao banco.
Contexto das investigações
O decano do STF rebateu críticas de que o escândalo seria uma crise do tribunal. O magistrado destacou que aguarda esclarecimentos técnicos sobre os processos de supervisão realizados pelos órgãos competentes ao longo dos últimos anos. O tema ganhou relevância após apurações sobre operações financeiras e conexões com integrantes da Corte.
Tensões políticas e institucionais
Além das declarações sobre o sistema financeiro, Gilmar Mendes reagiu às críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Corte. O ministro defendeu a continuidade do inquérito das fake news e caracterizou as manifestações do governador como possuidoras de motivação eleitoral. A troca de farpas entre o magistrado e Zema reflete o atual cenário de embate público sobre a atuação do tribunal.
Debate interno no STF
Sobre a proposta de um novo código de conduta para os ministros, liderada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, Gilmar Mendes defendeu um modelo de construção coletiva. O magistrado ressaltou que o tribunal opera sob um sistema de colegiado e que eventuais mudanças regimentais devem ser discutidas internamente, citando a gestão da ex-ministra Rosa Weber como referência positiva de condução institucional.
Fonte: Globo