O fornecimento de petróleo da Rússia com destino à Hungria e à Eslováquia, transportado pelo oleoduto Druzhba, foi restabelecido nesta quarta-feira após meses de interrupção. O fluxo, que atravessa a Bielorrússia e a Ucrânia, voltou a operar após a conclusão de reparos na infraestrutura energética, conforme confirmado por autoridades do setor.
A interrupção do bombeamento gerou tensões diplomáticas e pressionou os preços globais de energia nos últimos meses. A retomada da operação é um passo fundamental para liberar um pacote de empréstimos da União Europeia para a economia ucraniana, avaliado em 90 bilhões de euros, que estava condicionado à normalização do suprimento.
Impacto no fornecimento e apoio financeiro
A operadora ucraniana Ukrtransnafta comunicou ao grupo húngaro MOL que o recebimento de petróleo bruto foi reiniciado, com a previsão de que as cargas cheguem aos destinos finais até quinta-feira. A regularização do trânsito de energia permite ao bloco europeu avançar com o suporte financeiro que enfrentava resistências políticas em Budapeste e Bratislava.
Estes países mantêm dependência direta do petróleo russo, o que garantiu isenções específicas das sanções impostas pela União Europeia desde o início do conflito. A solução do impasse ocorre em um momento de ajustes na Política externa desses governos em relação a Kiev.
Contexto do setor energético
O oleoduto Druzhba, considerado uma artéria vital para a segurança energética da Europa Central, sofreu paralisações iniciadas em janeiro. Embora a Ucrânia tenha atribuído a interrupção a danos causados por ataques de drones, líderes húngaros e eslovacos questionaram as causas durante as tratativas financeiras.

A estabilização do fluxo energético é um fator crítico para a resiliência econômica regional diante das constantes transformações estruturais enfrentadas pelo continente.
Fonte: Dw