O dólar à vista encerrou a sessão de quarta-feira com estabilidade, cotado a R$ 4,9740, em um dia marcado pela cautela nos mercados globais devido às tensões no Oriente Médio. Apesar da pressão sobre moedas emergentes, o real encontrou suporte na valorização do petróleo e na expectativa de entrada de capital estrangeiro no país.
O que você precisa saber
- O dólar à vista fechou o dia negociado a R$ 4,9740, após oscilar entre a mínima de R$ 4,9549 e a máxima de R$ 4,9896.
- A alta dopetróleoBrent, que superou a marca de US$ 100 o barril, atuou como fator de proteção para a moeda brasileira.
- O diferencial de juros, conhecido como carry trade, permanece como um dos principais atrativos para o fluxo de capital estrangeiro.
Impacto das commodities e política monetária
Estrategistas do BBVA apontam que o real tende a manter resiliência durante o conflito, beneficiado por termos de troca favoráveis nas exportações de petróleo e alimentos. A manutenção de expectativas elevadas para a política monetária também contribui para limitar pressões cambiais, salvo em caso de deterioração severa no cenário de risco global.
Conforme dados do Morgan Stanley, a produção e exportação de petróleo consolidam-se como um fator estrutural positivo para o câmbio. Enquanto isso, a Petrobras enfrenta incertezas na política de preços, mantendo o mercado atento aos desdobramentos geopolíticos no Estreito de Ormuz.
Fluxos de capital e cenário eleitoral
A força recente do real é atribuída a entradas recordes de capital estrangeiro. Analistas indicam que, embora o câmbio possa oscilar, uma valorização mais expressiva dependeria de uma sinalização clara de ortodoxia fiscal no cenário eleitoral, algo que não deve ganhar tração antes do final de julho.
Fonte: Globo