O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusa Israel de crimes de guerra após a morte da jornalista Amal Khalil em um ataque aéreo no sul do país. A profissional, correspondente do jornal Al-Akhbar, realizava a cobertura de desdobramentos na vila de al-Tiri quando o veículo em que estava foi atingido, intensificando a instabilidade geopolítica que afeta a Economia global.

Acusações de crimes de guerra
Segundo dados do Ministério da Saúde libanês, a fotógrafa Zeinab Faraj, que acompanhava Khalil, sofreu ferimentos graves. O governo libanês afirma que equipes de resgate foram impedidas de prestar socorro após sofrerem disparos das forças israelenses. Salam classificou o episódio como prática sistemática, enquanto o Comitê para a Proteção dos Jornalistas reforçou o alerta sobre a obstrução de socorro em zonas de conflito.
Posicionamento e revisão do exército
As autoridades de Israel negam o bloqueio às equipes de emergência e reforçam que não têm como alvo profissionais de mídia. O exército israelense informou que o incidente está sob revisão interna, alegando que indivíduos na área de al-Tiri violaram o cessar-fogo vigente e representavam uma ameaça direta às suas tropas no local.
Impacto no cessar-fogo e estabilidade regional
Apesar do cessar-fogo de 10 dias iniciado em 16 de abril entre Israel e o grupo Hezbollah, as trocas de disparos persistem. Representantes diplomáticos dos dois países mantêm negociações em Washington para tentar estabilizar a região. A morte de Khalil eleva para nove o total de profissionais de imprensa mortos no Líbano em 2024, em um cenário que reflete como conflitos impactam o trânsito de energia e a segurança dos mercados internacionais.
Fonte: Dw