O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso envolvendo o Banco Master, mantém o foco em provas documentais e digitais para o avanço das apurações. A estratégia afasta a dependência de delações premiadas para o prosseguimento do inquérito em curso.
De acordo com informações apuradas, a magistratura sinaliza que tentativas de redução de penas ou liberação de bens pelos envolvidos não alteram o cronograma processual. Atualmente, uma equipe dedicada de assessores trabalha na análise de material considerado suficiente para embasar as próximas etapas da investigação.
Foco em provas digitais e apuração financeira
As autoridades concentram esforços na análise da conduta de Daniel Monteiro, advogado de Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. O investigado é apontado como responsável pela estratégia de distribuição e ocultação de recursos, sendo peça-chave para compreender a movimentação patrimonial do grupo.
A Polícia Federal obteve acesso ao conteúdo do dispositivo móvel do advogado, o que deve acelerar a compreensão sobre as transações financeiras. O material apreendido apresenta alta complexidade, exigindo perícia minuciosa para o rastreamento das operações.
Volume de dados e prazos processuais
O volume de informações sob custódia é expressivo. O celular de Vorcaro, apreendido em outubro de 2025, contém quatro terabytes de arquivos que permanecem em fase de análise detalhada. A complexidade do material indica que as investigações seguirão em curso durante o ano de 2027.

O cenário jurídico envolvendo o setor financeiro segue sob monitoramento rigoroso. Discussões sobre a fiscalização de atividades econômicas e o controle de fluxos de capitais compõem o contexto das decisões atuais nos tribunais superiores.
Fonte: G1