A União Europeia apresentou um conjunto de diretrizes estratégicas, nomeado “AccelerateEU”, para mitigar os impactos da crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio. O plano busca fortalecer a resiliência do bloco contra a volatilidade dos preços e a possível escassez de combustíveis que ameaça a estabilidade econômica regional.

O que você precisa saber
- AComissão Europeiapropõe a redução de impostos sobre eletricidade para estimular o consumo de fontes limpas.
- O plano contempla a coordenação de compras de gás para conter a escalada de preços e flexibilizar subsídios para fertilizantes.
- O bloco registrou um gasto adicional de 24 bilhões de euros em importações deenergiadesde o início da guerra.
Medidas para a segurança energética
O comissário de Energia, Dan Jorgensen, afirmou que a situação exige aceleração na transição para fontes renováveis, reduzindo a dependência de fósseis. Entre as ações, inclui-se um plano para fertilizantes, visando diversificar suprimentos e apoiar a produção local. Estados-membros estão autorizados a subsidiar até 50% do aumento dos preços desses insumos observado desde o início do conflito.
Gestão de combustíveis e transporte aéreo
As autoridades monitoram a disponibilidade de combustível de aviação, considerando que 40% do volume importado transita pelo Estreito de Ormuz. A Comissão Europeia articula o mapeamento de estoques e busca coordenar fontes alternativas de suprimento para evitar interrupções no setor aéreo. O comissário de Transportes, Apostolos Tzitzikostas, reforçou que o bloco avalia elevar as importações dos Estados Unidos e exigir reservas mínimas de querosene de aviação aos países membros.
Fonte: Dw