O Banco de Brasília (BRB) aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (22), um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. A medida visa fortalecer a estrutura financeira da instituição, que enfrenta reflexos de transações realizadas com o Banco Master, instituição que teve a liquidação decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Desafios para o acionista controlador
Para evitar a diluição de sua participação atual, fixada em 56,483%, o governo do Distrito Federal (GDF) precisaria aportar cerca de R$ 4,735 bilhões. Caso a estratégia do controlador se limite à manutenção do controle majoritário acima de 50% das ações ordinárias, o aporte necessário seria de, pelo menos, R$ 2,791 bilhões. Até o momento, o governo local não oficializou o modelo de captação, mantendo negociações em curso com instituições privadas e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Contestações dos acionistas minoritários
A aprovação do aumento de capital contou com o respaldo do GDF e do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF). Contudo, a Associação Nacional dos Empregados do BRB (Anea-BRB), detentora de 13,550% das ações ordinárias, manifestou voto contrário. A entidade alegou falta de transparência em documentos fundamentais, como balanços auditados e laudos independentes sobre a precificação dos ativos.
Acordos e cenário operacional
Em paralelo, o BRB busca recompor liquidez por meio de um acordo com a Quadra Capital. O memorando prevê a estruturação de um fundo de R$ 15 bilhões para a gestão de ativos vinculados ao Banco Master, com previsão de aporte de até R$ 4 bilhões em espécie para a instituição. O contexto operacional do banco ocorre em meio a investigações judiciais envolvendo a gestão anterior da casa.
Fonte: Globo