Petróleo fecha em alta com tensões no Oriente Médio e incertezas sobre cessar-fogo

O petróleo encerrou o pregão em alta com tensões no Oriente Médio superando o cessar-fogo entre EUA e Irã. Brent superou a marca de US$ 100 por barril.
Petróleo fecha em alta com tensões no Oriente Médio e incertezas sobre cessar-fogo em contexto de Finanças do Brasil Petróleo fecha em alta com tensões no Oriente Médio e incertezas sobre cessar-fogo em contexto de Finanças do Brasil
Petróleo fecha em alta com tensões no Oriente Médio e incertezas sobre cessar-fogo em destaque no AEconomia.news.

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira (22) com forte valorização, com o Brent superando a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez em duas semanas. O movimento de alta reflete a persistência das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que se sobrepuseram ao anúncio de uma extensão temporária no cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

Desempenho dos contratos

No fechamento, o petróleo tipo Brent para entrega em junho subiu 3,50%, cotado a US$ 101,91 na Intercontinental Exchange (ICE). Simultaneamente, o WTI, referência americana, registrou alta de 3,66%, atingindo US$ 92,96 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Incertezas geopolíticas

O mercado reagiu com cautela diante da falta de clareza sobre a duração e a efetividade do acordo diplomático anunciado recentemente. Enquanto representantes da Casa Branca indicaram que o cessar-fogo poderia durar entre três e cinco dias, divergências sobre o cronograma de futuras negociações mantêm a pressão sobre os ativos.

A situação no Estreito de Ormuz permanece crítica, com a região registrando bloqueios navais e apreensões de embarcações. Autoridades iranianas indicaram que a normalização da rota estratégica depende diretamente do fim das sanções e bloqueios impostos pelos Estados Unidos na região.

Estoques e impacto no mercado

Os preços foram pressionados pelo relatório do Departamento de Energia dos EUA (DoE), que indicou um aumento de 1,925 milhão de barris nos estoques norte-americanos na semana encerrada em 17 de abril. O dado contrariou a expectativa de queda projetada por analistas do setor.

Especialistas observam que a volatilidade deve persistir nos próximos pregões. Embora o cenário de conflito impulsione os preços, o potencial de alta sustentada pode ser limitado pela pressão da demanda global por energia frente a patamares elevados de custo.

Fonte: Globo

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