O Ibovespa encerrou a semana com alta de 1,12%, atingindo 197.323,87 pontos, o que representa a terceira renovação consecutiva de seu recorde histórico. O otimismo no mercado local destoa da volatilidade externa, enquanto o dólar à vista fechou em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0115, o menor patamar desde abril de 2024.
O que você precisa saber
- OIPCA, índice oficial de inflação do Brasil, acelerou para 0,88% em março.
- Nos Estados Unidos, oCPIavançou 0,9% no período, acumulando alta de 3,3% em 12 meses.
- A curva de juros futuros reagiu à pressão inflacionária, com abertura nas taxas curtas.
Impacto da inflação e política monetária
A aceleração do IPCA acima das projeções reforça a cautela do Banco Central. Analistas indicam que o cenário inflacionário persistente deve limitar o ritmo de cortes na taxa Selic, mantendo os juros em patamares restritivos por um período prolongado. O impacto foi imediato na curva de juros, com a taxa de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 subindo 14 pontos-base, a 14,060%.
Cenário externo e tensões geopolíticas
O mercado global monitora as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, previstas para ocorrer no Paquistão. Embora o fechamento do Estreito de Ormuz pressione os preços de energia, o otimismo com um potencial cessar-fogo trouxe alívio aos índices acionários. Conforme dados de mercado, o avanço das tratativas é crucial para a estabilidade econômica global.
Destaques corporativos
No cenário doméstico, a Eztec registrou recorde de lançamentos no primeiro trimestre, com Valor Geral de Vendas de R$ 925 milhões. Em contrapartida, a Oncoclínicas reportou prejuízo líquido de R$ 1,516 bilhão no quarto trimestre de 2025. Já o Santander Brasil aprovou a distribuição de R$ 2 bilhões em Juros sobre o Capital Próprio.

Fonte: Moneytimes