O partido Progressive Bulgaria, liderado pelo ex-presidente Rumen Radev, conquista uma vitória expressiva nas eleições gerais da Bulgária, conforme dados oficiais divulgados nesta segunda-feira. A legenda alcança 44,6% dos votos, garantindo uma projeção de cerca de 130 cadeiras no parlamento, composto por 240 assentos. O resultado supera as expectativas iniciais e marca um dos maiores mandatos parlamentares recentes no país.
O que você precisa saber
- O partido de Radev supera a coalizão pró-europeia PP-DB e o tradicional partido de centro-direita GERB.
- A Bulgária enfrenta uma crise política prolongada desde 2021, com este pleito representando a oitava eleição em cinco anos.
- O país, membro da União Europeia e daOtan, integra recentemente a zona do euro e o espaço Schengen.
Contexto político e impacto econômico
O resultado ocorre após um período de instabilidade marcado por protestos anticorrupção e a renúncia de governos anteriores. Rumen Radev, ex-general da força aérea, defende o combate ao modelo de governança oligárquica e propõe uma revisão nas relações diplomáticas. Embora tenha defendido uma aproximação estratégica com a Rússia, ele mantém a condenação oficial à invasão da Ucrânia.
Apesar da retórica de campanha, o líder do Progressive Bulgaria afirma que não utilizará o poder de veto do país para bloquear a ajuda da União Europeia a Kiev. O Mercado e observadores internacionais acompanham de perto como essa nova configuração parlamentar afeta a estabilidade macroeconômica e a integração do país aos blocos ocidentais.
Reações e próximos passos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destaca o papel estratégico da Bulgária nos desafios comuns do bloco. Por outro lado, o ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, do partido GERB, indica que sua legenda atua como oposição construtiva, enfatizando que as negociações para a formação de um governo são complexas.
A expectativa é que a nova composição parlamentar encerre o impasse político que prejudica o desenvolvimento econômico da nação. Radev reforça a necessidade de evitar novas convocações eleitorais, classificando a instabilidade como prejudicial para o futuro do país.

Fonte: Dw