O grupo imobiliario Urbas atravessa um momento critico em seu processo de recuperacao judicial, com o fundo de investimento Roundshield elevando a cobranca de dividas para 206 milhoes de euros. A disputa judicial coloca em xeque o plano de viabilidade apresentado pela companhia espanhola aos administradores concursais.
Divergencias no plano de viabilidade
Os administradores designados para o caso, Auren e Kepler-Karst, manifestaram duvidas sobre a proposta de pagamento apresentada pela empresa. A Urbas pretendia quitar 235 milhoes de euros em tres anos com a geracao de caixa operacional. Contudo, a inclusao de um credito contingente de 205,6 milhoes de euros pelo fundo Roundshield eleva o passivo total para 361 milhoes, superando as estimativas iniciais.
Origem do conflito financeiro
O embate remonta a um contrato de financiamento firmado em 2020, destinado a reestruturar dividas historicas da construtora. Apos o descumprimento de clausulas contratuais, o fundo executou garantias em Luxemburgo, apropriando-se de ativos que a imobiliaria avalia em 181,5 milhoes de euros. A Urbas contesta a validade da cobranca atual, alegando que o valor dos ativos deveria ter abatido parte significativa do debito original.
Impacto no setor imobiliario
A situacao da companhia reflete os desafios enfrentados por empresas do setor que buscam estabilidade financeira em um cenario de alta pressao dos credores. Enquanto o mercado observa o desenrolar do processo, a incerteza sobre a gestao de ativos e a reestruturacao de passivos permanece como um ponto de atencao. O caso ocorre em um contexto onde bancos espanhois projetam lucros recordes, mas mantem cautela rigorosa com o risco de credito.
Fonte: Cincodias