O mercado de luxo americano atravessa um período de expansão, desafiando a hegemonia histórica das marcas europeias. Enquanto gigantes do setor, como a LVMH, enfrentam queda nas vendas globais, empresas dos Estados Unidos como Ralph Lauren, Coach e The Row apresentam resultados financeiros robustos e ganham relevância global.

O que você precisa saber
- Marcas americanas ocupam três posições no top 10 das mais populares, cenário inexistente há cinco anos.
- ARalph Laurenregistrou crescimento de 10% na receita no último trimestre de 2025.
- ATapestry, controladora daCoach, atingiu patamares recordes de vendas com estratégia de distribuição direta.
Estratégias de reestruturação e branding
O desempenho das companhias americanas reflete mudanças estratégicas operacionais. A Ralph Lauren reformulou sua rede de lojas, integrando experiências físicas e elevando o investimento em marketing para 7% das receitas totais, atendendo desde o segmento médio até o de altíssima renda com sua linha Purple Label.
A Coach adotou uma tática de abandonar a dependência de lojas de departamento para focar na distribuição direta ao consumidor. O uso de celebridades e personalização de itens atraiu o público mais jovem, consolidando a marca em uma faixa de preço intermediária competitiva no atual contexto econômico.
O fenômeno do luxo discreto
O segmento de luxo extremo nos Estados Unidos também ganha fôlego com a ascensão da The Row. Com foco em design minimalista e distribuição restrita, a marca consolidou-se como referência no chamado luxo discreto, atraindo consumidores de alto poder aquisitivo.
Analistas do setor indicam que, apesar do avanço americano, marcas europeias como Gucci e Chanel buscam reanimar resultados através da troca de diretores criativos e ajustes de preços. O mercado global observa uma transição onde a experiência de marca passa a superar a tradição geográfica como fator decisivo de valor.
Fonte: Estadão