Quatro dos nove pré-candidatos à Presidência da República manifestam apoio ao projeto de anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O levantamento revela uma divisão clara no espectro político sobre o perdão de penas e multas relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes, um tema que impacta a percepção de estabilidade institucional no Brasil.
O que você precisa saber
- Quatro pré-candidatos declararam apoio explícito à anistia.
- Um pré-candidato defende o projeto de lei de dosimetria das penas.
- O debate central envolve a pacificação política e a revisão de condenações judiciais.
Posicionamentos dos pré-candidatos
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que seu primeiro ato, caso eleito, seria conceder anistia aos envolvidos nos atos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de pacificar o país. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também se posicionou a favor, defendendo que o país deve superar o passado e que as punições atuais são desproporcionais.
O ex-deputado Aldo Rebelo (DC) declarou apoio à medida, embora sem detalhar os termos. Já Renan Santos, do MBL, manifestou preferência pelo projeto de lei da dosimetria, argumentando que a proposta corrige distorções em condenações que, segundo ele, ocorreram sem o devido direito de defesa.
Contexto do debate político
A proposta principal em tramitação no Congresso é o PL 2.858/2022, que busca perdoar crimes políticos ou eleitorais cometidos a partir de 30 de outubro de 2022. O tema é uma das principais bandeiras da oposição, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma postura de defesa das instituições e combate aos atos antidemocráticos.
Outros nomes na disputa, como Augusto Cury, Cabo Daciolo e Samara Martins, não responderam aos questionamentos sobre o tema. O cenário reflete a polarização que deve marcar a agenda da política econômica e institucional nos próximos meses.
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Fonte: Globo